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29/09/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende quadrilha que vende talões de cheque e documentos falsos em SP


SÃO PAULO - A polícia prendeu nesta terça-feira em São José do Rio Preto, a 451 quilômetros de São Paulo, uma quadrilha que vendia talões de cheque e documentos falsos. O grupo fornecia carteira de identidade, título de eleitor e CPF por uma quantia acertada previamente. Cada folha de cheque era vendida por R$ 60. Três pessoas foram presas.

As negociações aconteciam em uma casa próxima ao centro da cidade. A polícia encontrou no local 190 folhas de cheque. A quantidade impressionou a Polícia Federal, procuradores e promotores do Ministério Público. A ação da quadrilha foi acompanhada no último mês por repórteres que utilizaram uma câmera escondida.

Uma pessoa se fez passar por um empresário interessado em conseguir documentos com um novo nome. No primeiro dia, o contato foi com um homem que se identificou como Carlão e informou quais documentos poderiam ser obtidos. No segundo contato, a pessoa que se passou por um empresário levou um contrato de um compromisso de compra e venda de um imóvel que não existe para tentar conseguir uma identificação. Carlão cumpriu o prazo e entregou o contrato com um carimbo e o selo de um cartório de registro civil.

Depois, houve um novo contato para um pedido de vários documentos para que o suposto empresário passasse a existir. Durante a conversa, a movimentação na casa foi intensa. Segundo Cartão, a casa funciona há 20 anos na cidade. O suposto empresário pagou R$ 1.770 e recebeu os documentos das mãos de uma pessoa ligada a Carlão, conhecida como espanhol.

Um nome inventado passou a existir com documentos suficientes para abrir conta em bancos, fazer financiamentos, crediários e até a abertura de uma empresa. O RG estava em um papel com um carimbo de um delegado e também o número de série da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. A digital colocada no documento não era da pessoa que se passou por empresário. O título de eleitor estava em um papel com marca d'água.

Os repórteres comprovaram pelo site do Tribunal Superior Eleitoral que o nome inventado estava cadastrado e tinha até zona eleitoral para votar. Espanhol entregou também um protocolo para a retirada do CPF. No site da Receita Federal foi confirmada a inscrição e o número do documento. Nesta terça-feira, espanhol e outras duas pessoas foram presas, mas Carlão está foragido. Os documentos obtidos durante a reportagem foram entregues à polícia.

Agora, o Ministério Público vai aprofundar a investigação para saber se eles foram feitos com papéis verdadeiros e se houve participação de agentes públicos. O comando da Polícia Civil em São José do Rio Preto informou que a denúncia do suposto envolvimento de policiais nesse esquema será investigada pela Corregedoria.

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