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29/01/2007 - Tribuna do Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cerco se fecha para grileiros

Por: Olívia Renault


O Domingo começou mal para os envolvidos com o parcelamento irregular da terra do Núcleo Rural Sol Nascente e Núcleo Rural Pôr-do-Sol. Às 6h, parte da quadrilha foi presa dentro de casa. Uma operação com 60 Policiais Civis, munidos com nove mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão, resultou na prisão de Jeandiones Oliveira Silva, 28 anos, e seu pai Josenilton Ramos da Silva, 53 anos; José Beni Monteiro Oliveira, 46 anos, e a esposa Ivanilde Lopes Pereira, 47 anos, e Eliel de Oliveira Silva. Os outros acusados: Fábio Marcelino Tenório Leal e Bruno Ferreira Mendonça, ambos de 26 anos, Perones Pacheco Sobrinho, 44 anos, e Jean Souza dos Santos, 33 anos, conseguiram fugir. Segundo o diretor geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro Fernandes, ao longo do dia de ontem, Perones e Pacheco entraram em contato, por telefone, para negociar as maneiras que poderiam se apresentar à polícia.
Após passarem o dia na delegacia da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO), os detidos foram recolhidos ao Departamento de Polícia Especializada. Na casa dos nove acusados, foram apreendidos quatro computadores, laptops, documentos de cessão de direito e mapas com a planta da região, que segundo Cléber, provavelmente definia as futuras áreas de atuação da quadrilha.
O diretor da polícia acredita que com as investigações, muitos nomes ainda vão surgir e não descarta o envolvimento de políticos. “Vamos continuar esse mesmo inquérito. Com certeza aparecerá mais gente e vamos pedir a prisão deles também”, afirmou. Com os documentos de cessão de direito, as investigações podem chegar em mais pessoas ligadas ao crime e outras regiões, além do Parque da Vaquejada. A hipótese de que um dos acusados foi assessor do governador José Roberto Arruda foi descartada pelo diretor geral da polícia. “Josenilton nunca trabalhou com o governador. Inclusive poderá responder por falsidade ideológica”, avisou.

Tamanho da ilegalidade
O diretor geral da Polícia Civil reconhece que as vendas das terras do DF deixaram de ser ação de grileiros para se transformar em crime organizado. “Poucos condomínios aqui são em terras regulares. Existe, na verdade, uma quadrilha que vende terras no DF”, afirmou. Segundo o diretor, mais de 166 casas habitadas e 300 lotes vazios ocupam a área de atuação da quadrilha, que vai do centro da Ceilândia até a Expansão do Setor O .
Os acusados responderão por formação de quadrilha e parcelamento ilegal do solo. Para o primeiro crime, a pena varia de um a três anos de reclusão. Pelo parcelamento ilegal, os acusado podem passar até quatro anos na cadeia. Por enquanto, o quinteto detido passará cinco dias reclusos em cumprimento da prisão temporária, que é prorrogável por mais cinco dias. Após esse período, caso eles sejam considerados uma ameaça à ordem pública ou econômica, a polícia e o Ministério Público podem entrar com o pedido de prisão preventiva.

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