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27/09/2009 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário forjou seqüestro para aplicar golpe, diz acusado

Por: José Ribamar Trindade


O suposto empresário Josemar Back jamais foi seqüestrado e também nunca foi vítima da “Máfia da Cobrança”. O dinheiro que Back devia a Transcoopar, de Paranaguá, no Paraná, também não era referente a empréstimo, mas sim a uma grande fraude que ele vinha praticando contra a cooperativa do ramo de transportes. Em suma, Back teria usado a Polícia para montar um flagrante, de forma a se passar como vítima e para que seus golpes não fossem descobertos. Não demorou muito e o trambique do empresário acabou sendo desvendado.

O empresário Charles Luiz dos Santos, de 43 anos, um dos 50 sócios da Transcoopar, que escapou de também ser preso, foi quem revelou, segundo ele, a verdadeira história das prisões do empresário Nelson Connick, de 54 anos, e do soldado da Polícia Militar Mário Jorge Procópio Júnior, de 30 anos no último dia 16, acusado de crimes de seqüestro, cárcere privado e extorsão. Ele deu a versão exclusiva para 24 Horas News

Charles dos Santos começa contando como surgiu a figura do soldado Mário Jorge. “O soldado Mário Jorge ajuda a gente desde abril - Charles mostrou o Boletin de Ocorrência -, quando fomos assaltados em Cuiabá. Ele vinha, inclusive dirigindo para nós em suas folgas e nos dando segurança em Cuiabá. Ele nunca foi integrante da Máfia da Cobrança, até porque nós não temos nenhum escritório de cobrança. Somos sim, empresários, e estávamos representando a Transcoopar, que vinha sendo vítima de golpes” - explica Charles.

Dias antes das prisões, Charles conta que ele e Nelson procuraram o Josemar, que começou como funcionário da Transcoopar e estava entrando para sócio para que ele mostrasse alguns documentos que comprovariam a realização de dezenas de fretes, cujas faturas estavam irregular, somando mais de R$ 80 mil.

Na conversa, segundo ainda Charles, Josemar inventou mil histórias. Não apresentou os documentos, mas apresentou dois cheques de R$ 39 mil cada um em nome de uma empresa para pagar as contas. Só que os cheques eram de terceiros, mesmo assim Josemar garantiu que os cheques eram bons e que foram repassados por uma empresa idônea.
“Só que, tanto a empresa era fantasma. Ou seja, uma empresa inventada pelo Josemar, mas o que é pior, mesmo, foi que os dois cheques foram devolvidos como roubados. Pior ainda, que além dessa golpe de mais de R$ 80 mil, surgiram muitos outros, subindo para mais de R$ 120 mil”, conta Charles dos Santos.

Josemar também teria montado o flagrante, usando, inclusive informações falsas sobre os supostos acusados, quando teria inventado um seqüestro que nunca, segundo Charles, existiu. “Primeiro não aconteceu nenhum seqüestro. Nós estivemos andando com o Josemar por Cuiabá o tempo todo na tentativa de resolvermos o problema, da Transcoopra, e não apenas nosso. A partir da devolução dos cheques, no entanto, ele montou um flagrante com informações falsas à Polícia”, denuncia Charles.

Back disse a Polícia que teria sido torturada e ficou na mira de uma arma de fogo e foi obrigado a se comprometer a quitar a dívida. Disse também que foi libertado após concordar pagar a dívida em parcelas de R$ 40 mil, sendo a primeira marcada para ser entregue no início da noite da última quarta-feira no estacionamento do Atacadão, no Coxipó. Segundo ainda o empresário, ele foi obrigado a ficar nu para negociar com os cobradores. No cativeiro disse que chegou a receber a visita de dois diretores da Transcoopar, um deles o próprio Nelson Conninck e Charles Luiz Santos, que não chegou a ser preso.

Apresentando vários documentos, que comprovariam as fraudes de Josemar contra a Transcoopar, inclusive os dois cheques devolvidos como roubados, Charles pede que a Polícia investigue as informações falsas prestadas por Josemar, que gerou as prisões do soldado Mário Jorge e do empresário Nelson Connick.

“O Josemar, que nunca foi empresário, pois ainda estava apenas entrando para o quadro de sócios da Transcoopar, usou a Polícia para montar o flagrante, até porque, foi ele quem fez a proposta de pagar a dívida dele com a empresa, e não coma gente, em três parcelas de R$ 40 mil. Foi ele também que marcou fazer o primeiro pagamento dentro do Shopping Três Américas, alegando que estava lá com a esposa fazendo compras e não poderia ir até o hotel onde estava o Nelson, pois eu, naquele momento estava a caminho do aeroporto para viajar para Curitiba. Foi ele que também ligou outra vez, pedindo para que o Nelson o encontrasse no pátio do Atacadão, pois já havia saído do shopping. Por isso nós temos certeza que o flagrante foi montado, pois o homem conseguiu enganar até mesmo a Polícia”, detalha o empresário.

Revoltado com as inconseqüências do Josemar, antes tido como uma pessoa correta, Charles afirma que hoje, mesmo depois do que aconteceu, Josemar, mesmo assim ainda continua usando o nome da Transcoopar na tentativa de aplicar novos golpes, pois ainda está em poder de alguns blocos de documentos em branco, que podem comprometer a cooperativa até nas Receitas Federal, Estadual e Municipal com a sonegação do pagamento de impostos. “Ele está fazendo negócios irregulares usando o nome da Transcoopar. Como ele não paga os impostos, a cooperativa é quem vai ter que pagar no futuro, com risco até de ser penalizada com o fechamento”, afirma Charles.

E o empresário desabafa: “Seríamos burros e idiotas se tivéssemos seqüestrado uma pessoa, praticado torturas e depois a soltasse, sem mais nem menos, apenas com a palavra de promessa de pagamento. Nós estávamos sim, tentando fazer um acerto amigável, mas nossos advogados já estavam trabalhando na Justiça para tentar reverter os prejuízos. Mas nós confiamos na Justiça, tanto do Céu como a terra para revertermos essa situação, onde dois homens inocentes, de bem e trabalhadores estão presos por causa das inconseqüências de um homem desonesto, que consegue enganar até mesmo a Polícia”, conclui o empresário Charles dos Santos.

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