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25/09/2009 - Fatima News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desmonta quadrilha que falsificava agrotóxicos em MS


Policiais do Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce), de Maringá e Curitiba, prenderam, na manhã desta quinta-feira (24), uma quadrilha especializada na fabricação e comercialização de agrotóxicos falsificados.
De acordo com o delegado-chefe do Nurce, Robson Barreto, a quadrilha agia há cerca de dois anos em vários Estados, entre eles Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia. Eles arrecadaram aproximadamente R$ 30 milhões por ano.

A operação, batizada de Caveirinha, em alusão aos rótulos dos agrotóxicos, contou com cerca de 45 policiais que cumpriram quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em Ribeirão Preto e Miguelópolis, em São Paulo; Naviraí, no Mato Grosso do Sul; Quinta do Sol e Araruna, no Paraná. Foram detidos Luiz Carlos Soares Borin, 42 anos, apontado como líder da quadrilha e o fabricante dos agrotóxicos falsificados; Jéferson Crys Giori, 31, em Quinta do Sol, e Valmir Franco Santana, 37, em Araruna, apontados como revendedores dos produtos.

A polícia encontrou mais de 1 tonelada de produtos falsificados e prontos para serem vendidos, mais de 400 embalagens e cerca de mil selos e rótulos. A Operação Caveirinha contou com o apoio da Divisão de Estadual de Narcóticos (Denarc), Polícia Civil de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

COMEÇO

A investigação começou há dois meses, quando policiais do Nurce de Maringá prenderam Luiz Prudêncio de Brito, em Peabiru (PR), por vendera agrotóxicos falsificados. “A partir daí começamos a verificar de onde vinham os produtos que Brito revendia. Descobrimos que o grupo contava até com serviços de uma gráfica que ficava em Ribeirão Preto. Lá eram confeccionados os rótulos, lacres e selos holográficos. Tudo para obter a máxima semelhança com os produtos originais de marcas confiáveis, como Bayer, Basf e Singenta”, explica o delegado do Nurce de Maringá, Fernando Martins.

Ainda segundo Martins, o agrotóxico que a quadrilha vendia tinha em sua fórmula um princípio ativo que os faz eficientes na lavoura, porém causa danos ao meio ambiente. “Eles conseguiam vender facilmente seus produtos porque eles realmente tinham eficácia, além de serem mais baratos, cerca de 65% do valor do produto original. Entretanto, a substância utilizada na fórmula que garantia a eficiência do agrotóxico falso foi banida a muito tempo das lavouras por contaminar o meio ambiente de forma sistemática”, explica o delegado.

PRISÕES

Borin foi preso em sua casa, na cidade de Miguelópolis (SP), Giori em Quinta do Sol (PR) e Santana em Araruna (PR). Com eles, foram apreendidos diversos rótulos, lacres e agrotóxicos falsificados.

No cumprimento do mandado de busca e apreensão na gráfica em Ribeirão Preto foram apreendidos muitos rótulos, embalagens vazias de agrotóxicos que seriam gravadas com o número do lote e validade, além de materiais utilizados para a falsificação das embalagens. A proprietária da empresa, inicialmente identificada como Ana Cláudia, foi encaminhada à delegacia, onde será interrogada.

PROCURADO

A polícia continua em busca de Vanderson Rodrigues Neves, 33 anos, suspeito de integrar a quadrilha. Em sua casa, localizada em Naviraí (MS), foi cumprido mandado de busca e apreensão e agrotóxicos provenientes do Paraguai foram encontrados.

Giori, Santana e Borin, que além de terem sido detidos em cumprimento ao mandado de prisão, também foram autuados em flagrante por crime ambiental; ficarão detidos nas delegacias das cidades onde foram presos. Ana Cláudia está sendo transferida para Maringá. Todos irão responder por estelionato, formação de quadrilha e crime ambiental. As penas podem variar, de um a cinco anos de reclusão. As investigações irão continuar para identificar demais pessoas envolvidas com o grupo.

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