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26/09/2009 - Económico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Como a fraude de Bernie “tramou” as vidas do clã Madoff

Por: Tiago Figueiredo Silva

A vida de ‘glamour’ dos familiares desvaneceu-se com a maior fraude financeira da história.

Um jacto particular, iates, motorista, casas de praia e uma ‘penthouse' em Manhattan. A lista para descrever o luxo e o ‘glamour' que rodeavam a família Madoff é infindável. Foi assim, até Dezembro do ano passado. Ao orquestrar a maior fraude financeira da história, Bernard Madoff não arruinou apenas milhares de investidores espalhados pelo mundo, mas a sua própria família. As rotinas do passado deram lugar a uma vida de dificuldades, e até de vergonha.

A mulher, Ruth, é a face mais visível da reviravolta. Nascida em Queens, Ruth Madoff casou-se com o amigo de infância e depressa passou a figurar entre as "estrelas" das festas do ‘jet set' nova-iorquino. Hoje, anda de metro, vai ao supermercado e já nem no cabeleireiro habitual pode entrar. Despejada da ‘penthouse' de sete milhões de dólares, Ruth ficou sem as jóias e viu o seu casaco de peles ser posto à venda pelas autoridades. Apesar de se manter em Nova Iorque, a nova residência está avaliada em 465 mil dólares e Ruth está obrigada a reportar todas as despesas depois de ter sido processada por, alegadamente, ter vivido uma "vida de esplendor" à custa dos ganhos da fraude do marido. Apesar de não ter estado presente no dia da sentença de Bernard, Ruth visita regularmente o marido na prisão. Muitos questionam ainda o envolvimento da família na pirâmide financeira avaliada em 65 mil milhões de dólares, feita ao longo de mais de 20 anos. O peso da dúvida recai, sobretudo, sobre os filhos de Madoff.

Filhos regressam ao passado

Formados em prestigiosas universidades norte-americanas, Mark e Andrew trabalharam na firma do pai, o que torna difícil de aceitar que desconhecessem o seu esquema. Mas a teoria da inocência dos filhos ganha consistência com o novo estilo de vida a que foram forçados a ter.

Com 43 anos, Mark vive hoje em Brooklin com a sua segunda mulher e filhos, e pouco se sabe sobre a sua rotina diária. Os rumores dizem que passa horas na Internet à procura de notícias sobre a fraude do pai, conhece todos os ‘blogs' e sítios feitos pelas vítimas, nos quais costuma manifestar a sua opinião. Tal como o irmão, Mark aplicou as suas poupanças no fundo do pai, pelo que o seu nome consta da lista das vítimas. Já Andrew, com 45 anos, continua a morar em Manhattan. Para evitar situações desagradáveis na altura de reservar lugar num restaurante, Andrew usa o apelido da noiva: Hopper. Mesmo assim, Andrew não escapa à ira dos investidores. Em Janeiro passado foi abordado por uma das vítimas do pai que questionou o paradeiro do seu investimento. A discussão resultou num soco em Andrew. O filho do antigo presidente do Nasdaq vive apenas dos negócios paralelos que mantinha na altura em que trabalhava com o pai.

A fraude de Madoff atingiu, igualmente, o seu próprio irmão e a sua sobrinha. Apesar de tentar levar uma vida normal, Peter Madoff viu a sua fortuna ser "congelada" pelo que, segundo o advogado, não tem sequer dinheiro para pagar um café. A sobrinha, Shana Madoff, está na mira das autoridades pelo facto de ser casada com um antigo funcionário do regulador de mercado (SEC). Ainda que em liberdade, os familiares Madoff estão hoje longe da vida extravagante e milionária à qual estavam habituados.

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