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22/09/2009 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gaeco investiga remessa ao Uruguai de grupo de Arcanjo

Por: Keity ROma


O Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigará a suposta remessa de dólares, equivalentes a R$ 5,1 mil, para o Uruguai por um funcionário de João Arcanjo Ribeiro, Agnaldo Gomes Azevedo. O dinheiro foi encaminhado para o nome de Giovane Zen Rodrigues, genro de Arcanjo. As autoridades levantarão se o grupo ligado ao “Comendador” está envolvido em crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O promotor do Gaeco Sérgio Silva Costa afirmou que solicitará informações à Polícia Civil sobre a operação realizada sexta-feira, quando Agnaldo, já preso em operações contra a manutenção do jogo do bicho em Mato Grosso, e outras três pessoas foram presas. Documentos com o nome de Arcanjo, como uma procuração assinada em maio do ano passado, também foram apreendidos. No bairro Campo Velho funcionaria uma central do jogo. O caso foi encaminhado ao Cisc do Verdão.

Entre os produtos apreendidos estava o comprovante da remessa pelo banco Western Union, com a data de 16 de agosto deste ano. O flagrante pode ser um indício de que a organização criminosa continua em atividade, mesmo com Arcanjo na prisão federal, em Campo Grande (MS). Contudo, não é confirmado se o montante foi enviado por meio de conta bancária, que permitiria a quebra de sigilo, ou por ordem de pagamento.

“É muito suspeita essa transação financeira justamente para o país onde Arcanjo estava antes da prisão. O que é questionável é: que atividade lucrativa justificaria o envio desse dinheiro para lá na conta do genro de Arcanjo? Qual a origem desse recurso? A transação pode ser lícita, mas se não tiver sido devidamente declarada, pode configurar evasão de divisas e lavagem de dinheiro”, apontou.

O Uruguai é considerado um paraíso fiscal bastante utilizado para envio de dinheiro obtido por meios ilícitos, frisou o promotor. As movimentações financeiras são feitas por meio de offshores, empresas onde os valores não são submetidos à tributação.

“Muitos países se protegem contra esse tipo de crime, o que não é o caso do Uruguai. Se encontrarmos indícios de ilegalidades, informaremos à Justiça Federal, que tem competência para a investigação, e podemos realizar um trabalho conjunto, como o que embasou a operação Arca de Noé”, analisou o promotor.

Após a ação na sexta-feira, os envolvidos assinaram a um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo fato de o jogo do bicho ser considerado apenas uma contravenção penal. O termo seria encaminhado para o juiz Mário Kono, do Juizado Especial Criminal.

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