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21/09/2009 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga quadrilhas que falsificam receitas médicas no DF

Falsificações que receitam remédios para emagrecer são as mais comuns. Fraudadores chegam a cobrar R$ 60 pelas receitas, diz polícia.

De junho de 2008 a fevereiro deste ano, a Vigilância Sanitária encontrou 86 receitas médicas falsas nas farmácias do Distrito Federal. Todas do tipo B2, específica de remédios para emagrecer. De acordo com as investigações da Delegacia de Defraudações, as receitas são vendidas por R$ 20, em média. Algumas chegam a custar R$ 60. A polícia alerta sobre como identificar os documentos falsos.

Entre as falsificações, algumas são grosseiras. O número de autorização da Vigilância Sanitária, que fica no canto superior esquerdo da receita, deve ter seis dígitos. Nos documentos fraudados, a quantidade varia com números errados - três, quatro, cinco dígitos.

Além disso, as receitas verdadeiras precisam ter o endereço da gráfica e a autorização da Secretaria de Saúde impressos no rodapé. As falsas não têm essa autorização ou, às vezes, nem endereço informam. Outro detalhe é que o Hospital de Base e o São Vicente de Paula, que são públicos, não emitem receitas específicas de remédios para emagrecer.

A polícia já identificou quadrilhas que falsificam receitas de remédios para emagrecer. As fraudes mostram carimbos falsos, e há até o caso de prescrições assinadas por um médico que já morreu. “Este ano, a nossa delegacia já prendeu algumas pessoas. Atualmente, estamos investigando uma quadrilha que faz a entrega dessas receitas falsas em locais de grande movimento, em locais específicos. As investigações estão avançadas”, afirma o delegado-adjunto Márcio Salgado.

A farmacêutica Mariane Roncato confirma que a procura por remédios para emagrecer é grande. “Diariamente, nós recebemos dezenas de receitas com esse tipo de remédio. Tanto de tarja vermelha quanto de tarja preta, que causam dependência. Então, a gente vai ao sistema pra confirmar se existe compatibilidade do CRM do médico com o nosso sistema de controle. Muitas vezes não há essa compatibilidade”, diz a farmacêutica.

Quem compra receitas falsas também comete crime e põe em risco a própria saúde. “São medicamentos que estão sob controle especial. Isso quer dizer que eles podem causar dependência física e psíquica, trazendo vários transtornos mentais e físicos para a pessoa que obtém isso inadequadamente, sem o acompanhamento de um médico”, alerta a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Berenice Klein.

A pena para quem falsifica receitas médicas pode chegar a seis anos de prisão. Quem usa documento falso também pode ser condenado a até cinco anos de detenção.

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