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27/01/2007 - Jornal de Piracicaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Facções aplicam golpes para manter


Os recentes casos de estelionato registrados pela Polícia Civil em Piracicaba apontam para uma tentativa de facções em angariar fundos com objetivo de financiar ações criminosas. O delegado Antonio Luís Tuckumantel, que responde interinamente pela Seccional, disse que os principais golpes ocorrem por meio de telefone e que dados pessoais das vítimas são usados até em financiamentos para beneficiar esses grupos.
Apenas na Delegacia Participativa, que concentra o 1º Distrito Policial e o Plantão, foram 54 ocorrências de estelionato no último mês, quase duas por dia. Os outros seis distritos policiais do município registram, em média, até cinco casos por mês relatando as práticas.
Os golpes têm se tornado comuns e já mobilizaram a Polícia Civil, especialmente pelas dificuldades em localizar as vítimas, que raramente registram a ocorrência. Por isso, delegados pedem consciência à população.
Segundo Tuckumantel, a polícia tem constatado a ocorrência desses golpes principalmente por telefone. É o caso da pensionista Antonia Aparecida Albertini, 68, e da profissional liberal J.R., 20, que pediu para ser identificada com as iniciais (leia nessa página).
“A recomendação é que a pessoa não fique apavorada, não acredite que tem algum parente seqüestrado, desconfie de prêmios oferecidos e peça orientação para a polícia, que está aí para auxiliar e esclarecer a população”, falou.
O delegado disse que, quando a pessoa entra em pânico e paga o valor exigido pelo golpista, contribui para financiar facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital). O mesmo acontece ao fornecer dados pessoais, usados especialmente para a abertura de contas, assinaturas de linhas telefônicas –– utilizadas para montar centrais clandestinas –– e financiamentos. “Há casos em que a quadrilha realiza financiamentos com documentos alheios para manter a organização criminosa”, declarou.
Para Tuckumantel, os golpes são usados para sustentar ações criminosas, com a compra de armas e pagamento de advogados. “Até o comerciante tem que se acautelar e tomar medidas preventivas para não ter prejuízo.”
O delegado João Alexandre Vendramim, que responde interinamente pelo 1º DP, recomendou ainda que o cidadão desligue o telefone quando identificar números com códigos de área de outros Estados, especialmente Rio de Janeiro (21) e Ceará (85). A Polícia Civil tem constatado ainda que as ligações ocorrem geralmente no interior de presídios e que os cartões de recarga de celulares servem para que os telefones continuem a ter créditos.
Entre os golpes mais comuns registrados na cidade, os destaques ficam para o do seqüestro ou acidente, em que até o nome do Corpo de Bombeiros é envolvido na fraude, e o dos prêmios, com a pessoa sendo obrigada a cumprir tarefas, especialmente compra de cartões de recarga de celulares. “A população deve ficar atenta principalmente com os falsos seqüestros, em que até uma pessoa é colocada na linha se passando pelo parente, chorando e pedindo socorro”, revelou o delegado Wilson Lavorenti.
A polícia também recomenda cuidados com golpes nas proximidades de agências bancárias periféricas, como avenida Independência, rua Carlos Botelho e Vila Rezende. É que, com o reforço do policiamento na região central, golpistas que costumam abordar a vítima na rua podem migrar para os bairros.
O estelionato é crime previsto pelo artigo 171 do Código Penal e a pena é de um a cinco anos de reclusão e multa.

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