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21/09/2009 - Diário de Canoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas do bilhete sempre acabam soltos em poucas horas

Por: Sílvio Milani

Suspeitos ganham liberdade por causa das cadeias lotadas e porque não agem com violência física.

Novo Hamburgo - É difícil prender estelionatários que aplicam o golpe do bilhete premiado. Ardilosos, fogem discretamente com o dinheiro da vítima, geralmente uma pessoa humilde que entrega suas economias na esperança de uma recompensa por ajudar o vigarista que se apresenta como sorteado. E, quando são surpreendidos em ação, acabam soltos em poucas horas. Nos últimos três meses, a Brigada Militar conseguiu pegar três na região quando davam o bote em idosos. Foram autuados em flagrante, mas ganharam a liberdade com o argumento das cadeias superlotadas e que não agem com violência física. A suspeita é que fazem parte de uma quadrilha especializada no golpe. A última vítima é uma comerciante hamburguense de 53 anos, que deu R$ 12 mil de sua caderneta de poupança para os criminosos, na sexta-feira.

O caso mais emblemático é do acusado Miguel Rodrigues Mader, 25. Ele foi preso na tarde de 14 de junho, em Nova Petrópolis, sob suspeita de tentar aplicar o golpe em um aposentado de 71 anos. Funcionários do banco desconfiaram do saque de R$ 10 mil e chamaram a Brigada. O idoso apontou os dois homens que pediram o dinheiro, e os policiais os prenderam. Mader e um comparsa chegaram a dar entrada no presídio de Canela, mas foram soltos no dia seguinte.

REVOLTA - Na tarde de 1.º de setembro, após perseguição policial em Campo Bom, Mader foi detido de novo com um cúmplice, desta vez quando tentava aplicar o golpe em uma aposentada de 56 anos. Ela estava determinada a sacar R$ 5 mil, mas o filho desconfiou e ligou para a BM. Revoltado, o filho comemorou a prisão e desabafou: "Quando chegaram algemados na delegacia, deu vontade de dar uns cascudos nesses vigaristas." Mal sabia ele que a dupla sequer iria para o presídio. Depois do flagrante por estelionato, o advogado conseguiu alvará de soltura para que os indiciados respondam em liberdade.

"A sociedade agradeceria se ficassem presos", comenta o delegado regional do Vale do Sinos, Mauro Vasconcellos, salientando que a Polícia não tem como manter os golpistas reclusos. "Isso é com o Judiciário." O delegado revela que existe uma espécie de universidade do crime. "Os mais antigos preparam os iniciantes com aulas de como escolher a vítima certa e envolvê-la na trama. Também fazem intercâmbio em vários locais diferentes, para dificultar a identificação dos estelionatários."

"Confiei demais nelas", lamenta hamburguense

Uma comerciante hamburguense de 53 anos foi envolvida por duas estelionatárias, na manhã de sexta-feira, e entregou os R$ 12 mil que usaria para quitar o apartamento. "Primeiro foi por pena da mulher, que se disse analfabeta e que trocaria o bilhete premiado de R$ 2,5 milhões por R$ 10 mil, oferecido por um homem. Pensei que ela seria vítima de um golpe, mas na verdade a trouxa era eu. E é claro que fiquei tentada pela recompensa de R$ 214 mil. Estou arrasada.

Confiei demais nelas. São atrizes que representam muito bem." A vítima foi abordada por volta das 9 horas na Rua Bento Gonçalves, no Centro, e ficou até as 13 horas com as vigaristas. A cúmplice, que se apresentou para ajudar, chegou a buscar um pacote cheio de dólares como garantia de confiança. "Foram junto comigo em casa pegar documentos e depois às duas agências onde fiz os saques. Elas ainda me convenceram a tirar um extrato no Banco do Brasil. Quando saí da agência, não vi mais elas. Foram embora com o pacote de dinheiro que deixei no porta-luvas." O carro das estelionatárias era um Gol cinza.

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