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16/09/2009 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mantido preso golpista da Digiminas


Integrante de quarteto que teria feito inúmeras vítimas com vendas criminosas pela internet deve continuar na prisão. Enquanto a polícia não alcança três foragidos, a Justiça negou liberdade para Leandro Agostinis Cambuhy, único preso até agora no “caso Digiminas”.

O pedido de liberdade provisória foi feito durante a primeira audiência no Fórum Melo Viana, esbarrando na negativa do juiz criminal Habib Jabour, que está certo da necessidade de manter na prisão o rapaz, localizado em Araçatuba em junho último após fugir de Uberaba, onde era procurado pela polícia. Leandro seria um dos responsáveis pelo golpe contra número incalculável de vítimas que compraram mas não receberam equipamentos eletrônicos e de informática adquiridos através da internet.

Conforme a denúncia no processo em andamento na 2ª Vara Criminal de Uberaba, Leandro Agostinis Cambuhy, Marcos Fernandes Ryelmi, Walmir Aparecido Maia e João Alves da Silva teriam criado sites de venda na internet, geralmente oferecendo produtos eletrônicos e de informática por valor menor que o de mercado, atraindo centenas de interessados. Entretanto tudo não passava de golpe, pois eles recebiam, mas nunca entregavam as compras, que eram pagas através de depósito e pagamento digital, além de cartões de crédito.

Para tanto faziam as vendas através dos sites www.digiminas.com.br e www.evidencecomputadores.com.br, onde constava que a empresa tinha sede em Uberaba. A polícia chegou a invadir o escritório que a quadrilha chegou a montar em uma galeria comercial na avenida Fidélis Reis, bem como o apartamento que ocupavam na rua Governador Valadares, todos alugados de uma mesma imobiliária, onde o corretor nada desconfiou, conforme depoimento prestado à Justiça.

O juiz do caso esteve colhendo depoimentos de outras testemunhas no processo, como policiais que investigaram a quadrilha, desbaratada em outubro de 2008. Também foi colhido testemunho do corretor contratado pelo grupo para abrir a empresa dos golpistas em Uberaba.

Entretanto, o mais significativo dos relatos perante a Justiça partiu de algumas das vítimas, como uma uberabense de 30 anos (C.A.S.S.), lesada em R$ 771,29, que seria o valor pago por um notebook que não foi entregue, ficando a mesma no prejuízo. Conforme o relato da testemunha, que informou ter longa experiência na aquisição de mercadorias pela internet, o site dos golpes “era perfeito”, como declarou perante o juiz Habib Jabour. Ela informou ainda que chegou a telefonar para Digiminas, quando manifestou interesse de ir até lá buscar seu notebook, mas esbarrou na resistência dos golpistas, alegando que a entrega seria através dos Correios.

Por sua vez, o contador J.M.M., que tinha endereço comercial vizinho da empresa golpista, nada desconfiou até que soube da ação criminosa através da imprensa. Imediatamente, o profissional, de 70 anos de idade, procurou se resguardar, indo à Polícia Civil, bem como fez um comunicado perante a Receita Federal e Estadual. O processo ainda está na fase inicial. Nova audiência deverá ser marcada para ouvir outras testemunhas.

Quanto ao elemento preso, Leandro entrou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais com pedido de habeas corpus, mas não teve êxito ao requerer liminar para sair da penitenciária. Além de responder por estelionato em Uberaba, o rapaz tem processos no Estado de São Paulo. Juntos, os réus foram denunciados como incursos no artigo 171 (estelionato) por 59 vezes cada um, na chamada continuidade delitiva.

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