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15/09/2009 - pe360graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia apresenta suspeitos de vender ficha de atendimento em Policlínica

Cinco pessoas foram presas em flagrante; elas cobravam de R$ 5 a R$ 10 reais pelos lugares na fila.

A polícia apresentou na tarde desta terça-feira (15) cinco pessoas acusadas de vender fichas de atendimento na Policlínica Mariinha Melo, no bairro de Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

Os acusados foram presos em flagrante e segundo a delegada Patrícia Domingos, que investigava a denúncia registrada por uma equipe da Globo Nordeste em 26 de agosto, eles cobravam de R$ 5 a R$ 10 pelos lugares.

"Algumas pessoas praticavam o crime há 15, 16 anos e tinham isso como fonte de renda. Elas tinham a noção de que isso era incorreto, mas não tinham a consciência de que era um ato criminoso", disse a delegada Patrícia Domingos.

Os suspeitos são Marinalva Teotônio dos Santos, 35 anos, a filha Edinalva Santos Oliveira, 18 anos, Jose Bezerra de Lima, 49 anos, Ilza Carla Xavier, 32 anos, e Maria dos Prazeres Nascimento, 54 anos. De acordo com a delegada Patrícia Domingos, Marinalva praticava o crime há 16 anos.

Os cinco foram detidos às 5h30 desta terça-feira e autuados em flagrante por estelionato e formação de quadrilha. José Bezerra foi encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel) em Abreu e Lima. Já as outras quatro mulheres seguiram para a Colônia Penal feminina do Recife.

ENTENDA O CASO

Na reportagem, exibida no dia 26 de agosto no NETV 2ª Edição, uma câmera escondida registrou a venda de fichas para que os pacientes pudessem ser atendidos pelos médicos.

Num posto de saúde do bairro de Vila Rica, a reportagem conseguiu flagrar uma mulher, conhecida por Ilza, em plena atividade. Ela vendia fichas e negociava com o produtor da equipe da TV Globo. "Você guarda por outra pessoa, né? Você guarda por quanto?", pergunta o produtor. "A gente guarda por dez. Mas na hora assim, a turma guarda é por cinco", afirmou a mulher.

Como já tinha vendido as fichas que estavam em seu poder, "Ilza" apresenta outra vendedora, que fica do lado de fora do posto. Pela consulta com o único psiquiatra do posto, a mulher pede R$ 10. O produtor pechincha, pede para comprar a ficha por R$ 5 e pagar no dia seguinte. "Ilza", então, tenta intermediar a negociação. "Você dá a sua palavra de que amanhã na hora da consulta você traz o dinheiro, então ela pega".

Muitos pacientes relataram a prática como sendo comum no posto de saúde. Quanto mais procurada a especialidade médica, mais banal ainda é a venda das fichas para a marcação de consultas.

A secretária de Saúde de Jaboatão, Gessyanne Vale Paulino, reconheceu o problema. "Isso aí é uma questão que a gente considera crime, porque todo mundo sabe que o SUS é público, universal e gratuito. Vender o atendimento no Sistema Único de Saúde é um crime, um caso de polícia. A gente orienta que façam denúncias para que se tomem providências", disse, à época da reportagem.

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