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20/01/2007 - Jornal de Piracicaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por uma contabilidade mais transparente


Se a contabilidade é essencial para a vida e a expansão das empresas, a auditoria é fundamental para aumentar a eficiência dos controles, evitar fraudes e dar segurança aos negócios das organizações.
A Lei Sarbanes-Oxley está trazendo diversos reflexos para as auditorias no Brasil. Um impacto relevante ocorreu em 2004, ano em que as empresas de auditoria domiciliadas no Brasil –– e que examinam demonstrações contábeis de empresas brasileiras com ações negociadas no mercado mobiliário norte-americano –– foram requeridas a efetuar seu registro profissional perante o Public Company Accounting Oversight Board (PCAOB) para sujeitar-se às regras estabelecidas por este órgão no que se refere à regulação e à supervisão das empresas de auditoria.
Esta lei exige que o auditor independente emita um parecer de auditoria sobre os controles internos. Desta forma, o profissional teve de se preparar para atender às exigências desta legislação, dispendendo um esforço significativo para se adequar ao novo enfoque.
Acredito que está implícita nas exigências desta legislação a necessidade de melhoria nos controles internos das organizações, uma vez que trará maior segurança não somente para os acionistas e “stakeholders”, mas também para o auditor que necessita avaliar o ambiente de controles internos para concluir seus trabalhos com menor risco, resultando num parecer que lhe é requerido.
Com as exigências do mundo globalizado, há, sem dúvida, uma necessidade crescente de convergência das normas contábeis brasileiras com as normas internacionais. Várias entidades brasileiras, representativas das partes interessadas nesse assunto, têm trabalhado na busca desta convergência. Foi instituído inclusive o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), formado por membros de partes interessadas e apoiado por reguladores, órgãos da profissão e do mercado, cuja missão abrange também o processo de convergência. Essas ações, se não alcançarem todas as empresas, ao menos irão cobrir parcela significativa do mercado de capitais e financeiros.
A contabilidade e a auditoria são ferramentas conduzidas por especialistas que trabalham em consonância na função de informar acionistas, investidores e demais participantes do mercado sobre o desempenho das atividades das empresas. Nesse particular a contabilidade assume função indelegável no crescimento da economia de qualquer nação. A auditoria, por sua vez, representa o agente que atesta a qualidade das informações contábeis e, conseqüentemente, proporciona garantias aos usuários dessas informações.
Atualmente, a auditoria de demonstrações financeiras é requerida somente de companhias abertas, instituições financeiras e alguns outros segmentos. Esperamos que nossa legislação seja revisada, para que outras organizações de extrema importância para nossa economia também sejam incluídas neste processo. Havendo um alargamento da base de empresas sujeitas à auditoria acontecerá uma melhoria na qualidade das informações contábeis prestadas ao público, gerando, portanto, maior transparência. No fundo, a noção de risco da informação seria diminuída.
Melhor ainda, com a aplicação regular da auditoria e controles contábeis, os investidores tenderiam a embutir uma taxa de risco menor em suas decisões de investimentos, assim como as instituições financeiras, provavelmente, reduziriam as taxas e juros dos financiamentos, criando um ambiente favorável para a geração de negócios e riquezas.

Luiz Antonio Balaminut é presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP)

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