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14/09/2009 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha é flagrada vendendo falsos atestados médicos no Centro de SP

Vendedores cobram até R$ 20 por documento que dá dia de folga. Médicos que assinam atestados dizem ser vítimas de falsificação.

Uma quadrilha atua no Centro de São Paulo vendendo atestados médicos falsos. No meio da rua, é possível comprar facilmente documentos que justificam faltas e atestam boas condições de saúde. Nove pessoas suspeitas de envolvimento foram presas em agosto, e a polícia continua investigando o crime.

Os chamados “plaqueiros” oferecem os atestados. Produtores da TV Globo fizeram a negociação.

Vendedor – A gente cobra R$ 20 cada dia. Eu vou cobrar do senhor R$ 15, ‘tá’ bom?
Produtor – R$ 15?
Vendedor – Por cada dia!

Eles explicam que, quanto mais dias de licença, menor o preço. Ao pedir cinco dias, o valor diminui.

Vendedor – R$ 50 dá cinco dias de licença.

O rapaz vai buscar o papel e preenche o falso atestado médico em uma cabine telefônica, no meio da rua. Ele mesmo dá o número do código usado pelos médicos para indicar qual o problema de saúde. Nesse caso, ele preenche como K-29 e diz qual o tipo de doença:

Vendedor – Bronquite asmática com problema de respirar.

No livro médico, K-29 é usado para identificar problemas de gastrite. Em outra ocasião, um produtor pede um atestado admissional, para entrar em uma empresa.

Outro ponto

Na Praça da Sé, na saída do Metrô, há mais um ponto de venda.

Vendedor – Admissional é R$ 30. Não passa no doutor porque a clínica é conveniada, o rapaz vai lá, pega seu dados e faz, ‘tá’?

Mais uma vez, o produtor finge interesse. E o vendedor o leva a uma segunda pessoa. No caminho, ele alerta:

Vendedor – Você sabe que se não passar no médico é contra a lei, né? O certo mesmo era passar no médico, né?

O contato pega os dados do cliente. Ele sai para buscar o atestado, e volta poucos minutos depois, com tudo preenchido.

Para a polícia, as pessoas que vendem esses atestados são apenas parte de uma grande quadrilha de falsificadores, que se concentram em regiões movimentadas – normalmente perto de locais procurados por quem vai tirar documentos.

As imagens gravadas pelos produtores da TV Globo foram mostradas à polícia, que também recebeu os atestados comprados.

"Nós temos já conhecimento de diversos locais e estamos investigando, e outros serão presos em breve", explicou o delegado Marcel Druziani.

Médicos

Dos três médicos que assinaram os comentários, dois foram encontrados. Maria Isabel di Pierrô não quis gravar entrevista e disse que já registrou um boletim de ocorrência denunciando a falsificação.

O médico David Feder, clínico feral e professor na Faculdade de Medicina da Fundação Santo André e na Universidade Federal de São Paulo, disse que já sabia que seu registro estava sendo usado por falsificadores, e registrou um boletim de ocorrência. Mesmo assim, ainda está preocupado. “Posso ser processado por empresas cujos funcionários não estão trabalhando”, afirmou.

Quem recebe atestados médicos diariamente dá algumas dicas para que as empresas identifiquem os documentos falsos. "Que o nome do médico esteja legível, que tenah o telefone, que esse atestado venha no receituário do médico, onde tenha também o endereço, de forma que a gente possa verificar aquelas informações", explicou Andréa Janotti, assessora da Secretaria de Gestão Pública.

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