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13/09/2009 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-presidente do ICN ganhou 53 mil euros com sócio da Smith & Pedro

Por: Carlos Rodrigues Lima

Nas declarações prestadas ao juiz de instrução, Carlos Guerra ilibou José Sócrates e Pedro Silva Pereira.

Carlos Guerra, antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e arguido no caso Freeport, ganhou cerca de 53 mil euros trabalhando para Manuel Pedro, um dos sócios da empresa Smith & Pedro e também arguido no processo. Nas declarações que prestou ao juiz de instrução do processo, Carlos Guerra "ilibou" José Sócrates e Pedro Silva Pereira no caso, dizendo nunca ter recebido instruções directas dos governantes relacionadas com a aprovação do outlet de Alcochete.

A relação profissional entre Carlos Guerra e Manuel Pedro começou em 2003, um ano depois de o projecto Freeport ter sido aprovado. Guerra saiu do ICN em Agosto e 2002 e , já em 2003, fez o primeiro trabalho para a empresa SAM, que pertence a Manuel Pedro. Com isto ganhou 15 mil euros. Posteriormente, o antigo presidente do ICN e Manuel Pedro celebraram um contrato de avença que rendeu ao primeiro 30 mil euros (13 meses).

Ora, Carlos Guerra está indiciado por um crime de corrupção passiva para acto ilícito. Portanto, o Ministério Público estará a relacionar o facto de o antigo responsável do ICN ter trabalhado para Manuel Pedro (que juntamente com Charles Smith, também arguido, foi sócio na Smith & Pedro, responsável pela promoção do projecto) após ter dado o "ok" ao Freeport. No fundo, a relação comercial seria a contrapartida. Mas uma fonte ligada às defesas dos arguidos desvaloriza tal tese: "Foi tudo transparente, houve contratos e assinados e cheques passados, nada foi feito por debaixo da mesa."

Seja como for, a investigação aproxima-se do final e só aí se poderá perceber quais os indícios recolhidos pelo Ministério Público e PJ de Setúbal. São ainda arguidos no processo o arquitecto Capinha Lopes, José Manuel Marques e José Dias Inocêncio.

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