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11/09/2009 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

ÁFRICA - Multinacionais assaltam os diamantes de Angola

Por: João Belizário

O rico butim tem também petróleo, ouro e outros minérios.

Luanda - As fronteiras nordeste de Angola com a República Democrática do Congo concentram, há meses, verdadeiras multidões. Centenas de congoleses, homens e mulheres (até grávidas), atravessam ilegalmente as fronteiras para se tornarem "garimpeiros" em minas de diamantes ilegais em Angola, pagando, muitas vezes, o preço com a própria vida.

Militares angolanos não dissimulam sua raiva. "Todos os dias - dizem - centenas de refugiados entram, ilegalmente, nas diamantíferas regiões do nordeste do país. Isto - declararam - é uma forte dor de cabeça que deve parar, e vai parar, sim."

Mas não dissimularam como desde o fim da década de 1970 o então governo marxista do presidente de Angola, Eduarado dos Santos, liberou "investimentos" de US$ 13 milhões para aumentar as patrulhas do Exército nas fronteiras com a República Democrática do Congo, a fim de conter a penetração de refugiados vindos até, ainda, do longínquo (para os fundamentos geográficos de Angola) Senegal.

Ao contrário dos militares angolanos, que trataram de se esconder atrás do anonimato, o ministro de Minas do país, Makenda Ambroise, recusou-se a formular qualquer comentário sobre os "garimpeiros" ilegais das rudimentares minas de diamantes no país. Ao contrário, o Serviço de Imigração anunciou que somente das regiões diamantíferas de Malange, Luda e Mozico foram expulsos do país 62 mil "garimpeiros" ilegais.

Controle multinacional

Mas os "garimpeiros" não são, somente, estrangeiros. São, também, milhares de angolanos que não são nada aventureiros. São gente simples. Com famílias e crianças para sustentar, mas não conseguem, pois são essencialmente proscritos, excluídos da terra em que nasceram.

As terras de seus país, como são as regiões dimantíferas do nordeste angolano, são controladas, essencialmente, por empresas extrativistas estrangeiras e guardadas por empresas privadas angolanas de segurança.

Estas dominam e controlam tudo e todos, sempre com a permissão do governo central de Angola, que faz vista grossa diante da podridão do poder "estatal" das empresas de extração de diamantes.

As denúncias de ativistas e jornalistas angolanos ao longo dos últimos três/quatro anos - que se esforçam para divulgar ao mundo os crimes tenebrosos das empresas extrativistas e seus "seguranças" em Angola - são pesadas. E jamais foram desmentidas pelo Governo de Angola. Apenas, algumas vezes, este comunicou que "abriria investigações".

Também, centenas de garimpeiros angolanos e estrangeiros têm sido vítimas de selvagens pancadarias, torturas, violências sexuais e até decapitações, praticadas pelas empresas angolanas de segurança, que têm assumido a responsabilidade pela garantia de extração e transporte dos diamantes das minas "oficiais" abertas por empresas estrangeiras, sempre "em colaboração" com a empresa estatal de extração Endiama.

Os seguranças das empresas, como Alfa-5, Teleservice e K&P Mineira, não hesitam em chicotear e atirar nas costas até de mulheres e crianças que se atrevem a procurar por diamantes.

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