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11/09/2009 - Baguete Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsários vendem diplomas na Internet

Por: Maurício Renner


Falsários estão usando a Internet para oferecer diplomas falsificados de diversos cursos superiores em todo país por R$ 3,6 mil. Um diploma de curso técnico sairia por R$ 1,2 mil e um do ensino médio por apenas R$ 600.

A informação chegou à reportagem do Baguete por meio de spam da Cidiplomas. Respondendo a um pedido por mais informações, um falsário identificado apenas como Denis informou por e-mail que a empresa trabalha de modo “100% oficial” vez que teria contato direto com “funcionários das secretarias e dos cargos de direção”.

Depois de pedir R$ 1,5 mil em adiantamento, Denis garantiu a entrega por correio de um histórico universitário e declaração de conclusão com a nota média escolhida pelo cliente, assim como “os demais documentos que se façam necessários para o bom uso e segurança com o respectivo diploma”.

Contatado pela reportagem em um telefone de Brasília, Denis assegurou que tem cúmplices infiltrados nas áreas de Registros Acadêmicos de duas conceituadas universidades gaúchas com cursos de Ciências da Computação há cinco anos.

“Pode procurar na Internet, você não vai achar queixas sobre a Cidiplomas”, assegurou.

De acordo com os responsáveis pela área de RA da PUC-RS e da Unisinos, Denis provavelmente pretende embolsar o adiantamento, sem entregar nada em troca.

Os procedimentos de segurança adotados complicariam muito a execução de uma fraude nos moldes prometidos pelo falsário.

“Os funcionários do departamento de RA estão entre os colaboradores com mais anos de casa. Ninguém se arriscaria por esse valor”, acredita Ana Benso, coordenadora da área na PUC-RS, destacando que há colaboradores com 27 anos de PUC e que todos recebem atenção especial da área de RH.

Eusébio Schneider, que exerce na Unisinos o mesmo cargo de Ana na PUC-RS e tem ele mesmo 30 anos de universidade, destaca o rigor dos processos e dos controles internos do departamento.

“Só duas pessoas têm autorização para fazer qualquer alteração nos registros, que estão guardados no sistema, em papel e microfilme”, resume.

Schneider afirma não ter notícia de uma fraude nos moldes propostos pela Cidiplomas no Rio Grande do Sul, onde a maioria das instituições de ensino superior tem décadas de atuação.

“Em outras partes do país, onde pipocam universidades sem tantos controles, é possível acontecer. Aqui, acho dureza”, afirma.

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