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05/09/2009 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nem governo escapou da ação dos golpistas

Universidades e estatais também estão entre os lesados. Algumas pagaram sem contestar e outras foram à Justiça, mas não perceberam que o caso era de polícia.

Rio - Não é só de pequenos empresários que os golpistas arrancam dinheiro. A quadrilha também está drenando recursos dos cofres públicos, usando o mesmo tipo de abordagem. Em muitos casos, os órgãos pagam. Em outros, recorrem à Justiça, na esfera cível, ignorando os indícios claros de que o contrato foi feito de forma fraudulenta e que era caso de polícia. Na lista, há universidades, autarquias e até estatais.

Um dos órgãos públicos que caíram no golpe foi a Universidade Federal Rural da Amazônia, do Pará, que chegou a pagar R$ 5 mil à Lista Neg. O caso gerou inquérito. “Para mim, ficou claro que era picaretagem, mas a universidade resolveu entrar em acordo e pagar para evitar problemas com convênios”, conta o superintendente do setor de finanças da universidade, Donato Sarmento.

Também no Pará, a Polícia Federal abriu inquérito, a pedido do Ministério Público Federal, para investigar crime de estelionato praticado pela Guia Express contra outra universidade federal.

Já a UFRJ, que recebeu cobrança da mesma empresa, acionou a Advocacia-Geral da União, que a está processando na Justiça Federal de São Paulo. Segundo a AGU, a Lista Neg, que cobrava R$ 19.200, ameaçou incluir a maior universidade do Estado do Rio na lista de inadimplentes.

A Valec, estatal ferroviária, também foi lesada. Pagou à Lista Neg R$ 3 mil, o que provocou abertura de sindicância. Agora, todos os funcionários estão alertados de que não podem passar qualquer dado da empresa pública por fax. Já a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) paga à mesma empresa todo ano, pelo menos desde 2004, quantias diferentes, que já somam mais de R$ 10 mil. O Departamento Jurídico informou a O DIA que precisaria averiguar o motivo dos depósitos, mas não retornou para esclarecer se houve licitação para os gastos e nem as providências tomadas.

Termos iludem vítimas

Os comunicados de cobrança são elaborados com a utilização de termos das relações comerciais de forma a impressionar e intimidar as vítimas. Chegam a enviar até boleto bancário com a cobrança.

“Muitas vezes, empresários acabam pagando sem reparar, porque os boletos dos golpistas se misturam a outras obrigações regulares”, diz o superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo. Ele lembra que o golpe é rentável: “Se 5% ou 10% das empresas contactadas pagarem alguma coisa, o ganho é absurdo”.

Segundo o delegado Robson da Costa, da Defraudações, muitos funcionários quitam os boletos com medo de serem demitidos.

Irregularidades negadas

Na Lista Azul, um funcionário que se identificou como Márcio Santos se limitou a responder que os casos estavam sendo tratados pelo departamento jurídico da empresa e desligou, cortando logo a conversa.

Já na Lista Neg, o gerente Roberto Santiago alegou que as pessoas que assinam os faxes enviados por eles são responsáveis pelas empresas ou órgãos públicos e que estão atestando a contratação do serviço ao retransmitirem.

Ele nega que na conversa telefônica seja oferecido serviço gratuito. Segundo Santiago, a Lista Neg sempre tenta cobrança amigável.

'Já tinham pago cerca de R$ 100 mil”

“A UniSuam foi vítima desse golpe por parte de várias empresas. Quando se descobriu que se tratava de cobrança indevida, já tinham pago cerca de R$ 100 mil. Elas mandam contratos falsos, às vezes com carimbo de reitor que não comandava a universidade à época. É difícil entrar em contato com as empresas e pedir o cancelamento. Por isso, recorremos à Justiça. O fato de serem em São Paulo também prejudica, já que precisamos citar por edital”

ROBSON DOMINGUES DE OLIVEIRA
Advogado da UniSuam


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