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16/01/2007 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

ESTELIONATO - Polícia fecha suposta ONG e prende casal


Policiais do 2º Distrito Policial desmontaram ontem na zona Sul de Marília uma organização não governamental (ONG) de fachada, supostamente criada para oferecer assistência às vitimas de doenças infectocontagiosas e familiares. Foram presos Marcos Ribeiro da Silva, de 34 anos, e a esposa dele, Elicleide Ribeiro de Lima, de 28. O casal apresentava-se como diretores da “Casa de Estadia – Ação cidadão” – e mantinha uma central telefônica para arrecadar dinheiro. Equipamentos, valores em cheques e dinheiro, além de documentos referentes às operações financeiras foram apreendidos.
Conforme explicou o delegado Cléber Pinha Alonso, responsável pelas investigações, o trabalho da polícia começou na semana passada, quando a delegacia recebeu uma ligação da central dos golpistas com pedido de doação. O número do telefone foi rastreado e indicou uma residência da rua Geraldo de Oliveira Berriel, no bairro Costa e Silva (zona Sul).
O casal Ribeiro tentou despistar e mudou de endereço neste fim de semana. Ontem a polícia esteve no antigo imóvel e ainda encontrou objetos da suposta entidade. A nova sede, onde a central telefônica já estava instalada, foi descoberta por volta das 13h30 e os dois acusados acabaram presos em flagrante.
As quatro garotas contratadas como operadoras de telemarketing também foram levadas à delegacia e ouvidas como testemunhas do caso. Segundo a polícia, elas afirmaram ter sido contratadas para telefonar aleatoriamente, em residências e comércios, a fim de pedir doações. As funcionárias, admitidas por acordo verbal, receberiam um salário mínimo acrescido de comissão variável entre 10 e 15%.
As operadoras teriam recebido instruções de Elicleide sobre a aplicação dos recursos no abrigo para portadores de doenças infectocontagiosas, embora desconhecem onde ficava o referido abrigo. “Não há pessoas beneficiadas por esta suposta entidade social. Nossas investigações apontam para um golpe de estelionato; o dinheiro não tinha a finalidade prometida”, afirmou Pinha Alonso.
Segundo a argumentação dos golpistas, a casa seria usada por pacientes e familiares carentes vindos de outras localidades. O objetivo seria prestar assistência no período de tratamento a fim de evitar viagens diárias, estadias em hotéis e despensas com alimentação.
Estrutura
Na sede sem identificação na fachada, a polícia apreendeu equipamentos telefônicos, cadernos com anotações financeiras, agendas de contatos, fichas de supostas vítimas e R$ 485 em espécie, além de R$ 235 em cheques.
Segundo as investigações, a central funcionava com quatro ramais, de onde eram geradas centenas de ligações diariamente,. Um único livro caixa apreendido revela um faturamento médio de R$ 130 por atendente, nos primeiros dias deste ano.
Com o compromisso de ter o nome resguardado, uma operadora concordou em dar entrevista ao Jornal da Manhã. Segundo ela, a “gerente da entidade” acompanhava pessoalmente a rotina da central e orientava as funcionárias. O percentual de comissão era maior para quem conseguia arrecadar mais e todas tinham promessa de carteira de trabalho assinada brevemente.
O recolhimento do dinheiro nas casas dos doadores ficava sob a responsabilidade de um motociclista ainda não foi identificado pela polícia. O delegado afirmou que, ao menos inicialmente, as provas são suficientes para a acusação de estelionato contra o casal Ribeiro e não incriminam os funcionários. Supostos voluntários que dirigiram a entidade anteriormente poderão ser chamados a prestar esclarecimentos.
Elicleide Ribeiro recusou-se a dar entrevista à imprensa e também manteve silêncio durante o interrogatório. O marido dela negou envolvimento na organização de fachada filantrópica. Após os depoimentos, os dois foram encaminhados a cadeia feminina de Vera Cruz e Pompéia, respectivamente.

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