Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

20/01/2006 - Revista Consultor Jurídico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Porto inseguro - Vítimas acusadas de fraudar seguro são absolvidas

Por: Fernando Porfírio


A justiça paulista confirmou a absolvição de três vítimas – Kleber Ribeiro Detílio, Narciso Detílio e Rodolpho Tavolari Sobrinho – acusadas de fraudar a empresa Porto Seguro Companhia de Seguros Geral. A decisão, por votação unânime, foi da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Cabe recurso.

Os réus foram denunciados pelo crime de fraude. De acordo com a denúncia, Narciso teria ocultado uma Mercedes Benz, com o objetivo de receber indenização da seguradora. Kleber e Rodolpho teriam simulado o roubo para que Narciso pudesse receber o valor da apólice do seguro.

A turma julgadora entendeu que as provas demonstram que os réus não cometeram o crime de duplicata simulada, mas que foram vítimas de uma denunciação caluniosa, cujo objetivo era o não pagamento da indenização pela empresa Porto Seguro – Companhia de Seguros Gerais.

“As provas indicam que a empresa Porto Seguro – Companhia de Seguros Gerais, se utilizando de dados falsos, transformava as vítimas de roubos e furtos, em violadores do artigo 172, parágrafo 2º, inciso V, do Código Penal, para não pagar as indenizações, tanto é verdade, que Carlos Alberto Manfredini, pessoa que assinou o pedido de abertura de inquérito policial contra Narciso Detílio, Rodolpho Tavolari Sobrinho e Kleber Ribeiro Detílio, está sendo denunciado pela violação aos artigos 171, 288, 297, 298, 304 e 339 todos do Código Penal”, apontou o relator, desembargador Almeida Braga.

Em março de 2005, o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra nove pessoas acusadas de forjar fraude de segurados da Porto Seguro para que eles não recebessem indenização por furto ou roubo de veículos. Entre os acusados estavam dois diretores e um gerente da própria seguradora, três delegados, um escrivão da Polícia Civil, um advogado e três proprietários da empresa W.S.N., que prestava serviços para a seguradora.

Segundo a denúncia, 20 segurados da Porto Seguro foram prejudicados pelo esquema, que consistia em apresentar falsos documentos que indicavam a venda do veículo no Paraguai antes da comunicação da perda do automóvel à seguradora. Eles eram acusados, assim, de estelionato por “fraude para o pagamento de valor de seguro”. Os clientes eram ameaçados de serem indiciados por inquérito policial para responder à fraude caso não abrissem mão da indenização prevista no contrato.

O esquema

A acusação sustenta ainda que a seguradora forjava documentos segundo os quais os veículos tinham sido vendidos no exterior pelos proprietários antes das queixas de roubo na delegacia. Assim, as seguradoras não pagavam as indenizações e os clientes acabavam indevidamente acusados de tentar fraudar o seguro.

A documentação era preparada em cartórios do Paraguai e da Bolívia sem que houvesse a apresentação do carro ou do documento do proprietário, constatou investigação do Ministério Público. Policiais de fronteira, e também do 27º DP (Campo Belo), na zona sul, participavam do esquema.

Segundo a investigação realizada pelo Ministério Público, o esquema existiu de 1999 até 2004 e, nesse período, cerca de 600 inquéritos suspeitos foram instaurados contra os segurados no 27º DP. Eram sempre os mesmo policiais que participavam da ação e acusavam as vítimas de fraude.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 477 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal