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01/09/2009 - Convergência Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clonadores de cartões causaram mais de R$ 31 milhões de prejuízo somente no 1º semestre


Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o setor de cartões no Brasil perdeu um valor superior a R$ 31 milhões com o golpe da clonagem. Esta soma significa quase 1% da média mensal registrada no valor das compras feitas no período com plásticos das modalidades crédito, débito, lojas e redes.

A constatação é da Horus, empresa especializada em controle e prevenção a fraudes em meios eletrônicos de pagamento. Para chegar a estes números a companhia desenvolveu um balanço do seu sistema de monitoramento que acompanha diariamente as notícias publicas na imprensa sobre fraudes neste segmento.

Ao todo foi analisado um total de 160 reportagens publicadas sobre este tipo de crime no semestre. Além do tamanho do prejuízo financeiro (R$ 31.122.375,00), as matérias revelam que 346 pessoas foram presas por este delito. Ao todo 3061 cartões tiveram seus dados usados de forma indevida e 70 máquinas para captura ilegal de dados (chupa cabras) foram apreendidos.

Na comparação com levantamento semelhante feito no primeiro semestre do ano passado houve crescimento em todos os itens, exceto no número de cartões apreendidos. Em 2008, no mesmo período, os meios de comunicação haviam publicado somente 68 reportagens. Elas mostravam 169 pessoas presas e 24 “chupa-cabras” apreendidos.

O Sócio-Diretor da Horus, Eduardo Daghum explica que curiosamente o número divulgado de cartões clonados no ano passado foi superior (5.650 contra 3.061). No entanto o volume financeiro das fraudes saltou de pouco mais de R$ 2 milhões em 2008 para os R$ 31 milhões atuais.

“Esta aparente distorção se deve a apreensão de uma grande quadrilha que agia em São Paulo e que fraudou mais de R$ 10 milhões atuando em São Paulo, Santos, Cubatão, Araras, Valinhos e Mogi-Guaçu”,lembra.

Daghum comenta que a maior parte dos casos relatados nestas reportagens não se refere internet, mas sim a clonagens feitas no mundo físico, ou seja; estabelecimentos comerciais, agencias bancárias, caixas de atendimento automático etc.

Segundo ele a escalada dos números relativos a clonagem de cartões no noticiário policial mostra que os criminosos já se conscientizaram das vantagens de trabalhar com este tipo de golpe ao invés dos tradicionais roubos a bancos, seqüestros relâmpagos e outras modalidades mais violentas de assaltos.

“A clonagem não coloca a vida deles em risco, é facilitada pelo avanço da tecnologia, se apóia na falta de atenção do usuário e, no caso de prisão, ainda resta a falta de maior clareza para enquadramento do delito no código penal”, afirma.

Comparando os números do sistema de monitoramento da Horus aos da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (ABECS), Eduardo Daghum afirma que as perdas já estão alcançando patamares preocupantes para a indústria de meios de pagamento eletrônico no país.

A consolidação dos números da ABECS revela uma média de R$ 33.5 bilhões por mês em compras com cartões no primeiro semestre. Além de informações sobre prisões de criminosos, a Horus monitora a produção dos meios de comunicação brasileiros em reportagens relativas a novas tecnologias de proteção, seminários, discussões sobre projetos de leis e pesquisas nacionais e internacionais.

A empresa dá dicas para evitar clonagem. Veja:

a)Observe atentamente os caixas-eletrônicos, se todos estiverem desligados ou em manutenção e apenas um operando normalmente, desconfie. Veja também se o layout de todos os aparelhos é igual e se todas as peças estão devidamente conectadas.

b)Desconfie se o equipamento do banco usar uma ordem diferente da normalmente solicitada pelo seu banco para realizar as operações.

c)Jamais aceite ajuda de estranhos para realizar as transações no caixa, peça sempre ajuda de um funcionário devidamente uniformizado ou identificado.

d)Antes de contratar os serviços de um determinado banco, pergunte ao seu gerente de que forma o banco procura minimizar a possibilidade de ocorrência de fraudes.

e)Quando for comprar com o cartão, nunca deixe o funcionário do estabelecimento levá-lo, sempre o acompanhe e fique atento a movimentos estranhos que ele possa fazer, e:

f)Preste atenção ao visor da máquina e tenha a certeza de que o valor de compra foi digitado antes de colocar sua senha.

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