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18/01/2007 - Agência Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários lusos são detidos por fraude no mercado de artes


Lisboa, 18 Jan (Lusa) - A Polícia Judiciária (polícia civil lusa ligada ao Ministério da Justiça) deteve três empresários que praticaram investimentos, supostamente ilícitos, de cinco a sete milhões de euros (R$ 13,8 milhões e R$ 16,5 milhões) de terceiros em obras de arte, disse nesta quinta-feira à Agência Lusa fonte policial.

Os três empresários da empresa Cunha & Albuquerque, indiciados de crimes de fraude qualificada, formação de quadrilha, lavagem e recepção ilícita de dinheiro, estão sendo investigados desde que surgiu o "caso Afinsa", que envolvia a empresa Afinsa em uma investigação semelhante.

"Sob a capa da empresa, angariavam pessoas, celebravam contratos e os clientes entravam com o dinheiro para investir em uma obra de arte com a promessa de terem determinados juros garantidos. A empresa comprava depois peças de valor irrisório - cerca de 20% do valor investido" e ficava com a diferença, explicou.

De acordo com a fonte, este tipo de esquemas funciona até os investidores pedirem o reembolso do investimento inicial, porque "o autor nunca tem liquidez para devolver o dinheiro investido".

"A sociedade comercial está sediada na Espanha e tem representações na França, Itália, Holanda e Espanha", segundo a polícia portuguesa.

A fonte afirmou ainda que "até ao momento foram detectados cerca de 70 investidores relacionados com a empresa", responsáveis pelas denúncias feitas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os empresários são acusados de aliciarem as vítimas a aplicar o seu dinheiro em produtos não financeiros, como obras de artes, ouro, prata e antiguidades.

A Polícia Judiciária vai prosseguir as investigações e receia que "a atividade ilícita continue", uma vez que a empresa já atingiu uma dimensão internacional.

"É possível que haja vítimas no estrangeiro, mas até ao momento não foram detectadas pela PJ [Polícia Judiciária]", disse a fonte, acrescentando que este negócio envolve investidores "de classe média-alta".

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