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28/08/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF desbarata quadrilha que lavava dinheiro

Por: Lino Rodrigues


SÃO PAULO - A Polícia Federal, com a ajuda da Interpol, desbaratou nesta sexta-feira uma quadrilha internacional que praticava crimes financeiros por meio de operações simuladas de importação e exportação para lavagem de dinheiro. Pelos cálculos da PF, o esquema movimentaria cerca de US$ 500 mil por mês. Foram presas 11 pessoas (seis em São Paulo, duas, em Santos e três em Porto Alegre) e cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

As investigações da Operação Harina (farinha em espanhol) tiveram início em outubro de 2008, quando a PF apurou, por meio de interceptações telefônicas, a existência de seis células de doleiros que operavam no Brasil e no Uruguai. As operações eram realizadas por meio de dólar-cabo (sistema de troca cambial para fora e para dentro dos países sem fiscalização das autoridades) e utilizavam escritórios remotos no Brasil, atuando por meio de telefone, VoIP e Skype (telefonia via internet), e-mail e Messenger. As liquidações dos contratos de importação, no entanto, eram feitas por clientes do esquema que ficavam no Brasil.

- A quadrilha captava dinheiro no Brasil que era encaminhado ao Uruguai via importação fictícia de produtos que, depois, retornava por meio da emissão de letras de câmbio - resumiu Rodrigo Luis Sanfurgo de Camargo, delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e responsável pela operação.

Segundo o delegado federal, a quadrilha também utilizava o esquema do dólar-cabo para estender os negócios para países da Europa, Estados Unidos e China. Durante a operação de ontem, foram apreendidos cerca de R$ 80 mil reais em dinheiro, cerca de R$ 1 milhão em cheques, 12 veículos e farta documentação sobre as fraudes. O uruguaio Ricardo José Fontana Allende, de quem a PF não confirmou a prisão, é considerado o chefe da quadrilha. Ele aparece nos diálogos interceptados pela polícia e atuaria a partir do país vizinho, mas com visto de permanência no Brasil.

Allende, de acordo com as investigações, utilizava sua operadora de turismo brasileira, a Expo Passagens e Turismo, para camuflar as operações ilegais. A PF descobriu ainda que ele é dono da offshore Emilor S/A, que também servia como fachada para os negócios. Além de Allende tiveram as prisões preventivas decretadas o doleiro Gustavo Alfredo Orsi (conhecido como Júnior), José Mario dos Santos Cassallechio, Fábio Andres Guerra Flora, Renata Soarez de Souza Schimidell, Michel da Cunha Reis e Jacques Bernardo Leiderman. A PF, no entanto, não confirmou o nome dos 11 acusados que foram presos na operação.

Todos os acusados vão responder pelos crimes de formação de quadrilha ou bando, lavagem de dinheiro, descaminho e sonegação fiscal. As penas somadas superam os 30 anos de prisão.

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