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29/08/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aparecem novas vítimas de bombeiro estelionatário


A cada dia, novas acusações sobre o esquema que estaria ofertando vagas temporárias no Corpo de Bombeiros do Pará vêm à tona. Na tarde de ontem, em uma reunião de dezenas de vítimas no escritório de um advogado, no bairro da Marambaia, em Belém, mais um bombeiro militar foi citado como envolvido no golpe, fato que deve ser apurado pela polícia.

Durante o dia de ontem, cerca de 30 pessoas que foram vítimas do golpe do “falso concurso” procuraram o escritório do advogado Dorival Belém para dar informações de como ocorreu a “negociação”. Até o momento foi contabilizada a quantidade de 127 pessoas que foram vítimas do golpe.

Uma das vítimas, Cássio Rodrigo Neves, de 19 anos, disse que negociou com um subtenente que se identificou como Correa, mas que pode ser o subtenente Emanuel Natalino, 38, preso anteontem pela Dioe (Divisão de Operações Especiais), que foi apresentado à imprensa na Delegacia Geral pelo diretor da divisão e pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Paulo Gerson, que ajudou nas investigações.

Cássio contou que a negociação ocorreu em outubro do ano passado, quando foi realizado o pagamento ao golpista dividido em duas vezes. “Primeiro, eu paguei o valor de R$ 2 mil. O pagamento foi feito em frente ao prédio do Exército. Já a segunda parcela foi paga em uma agência do Banco do Brasil em Ananindeua”, disse.

Cássio não contou como conseguiu o dinheiro, mas muitas vítimas relataram que chegaram a fazer loucuras para conseguir o montante pedido pelos criminosos.

Uma das vítimas, que preferiu não ser identificada, se endividou com agiotas e chegou a penhorar a casa para conseguir os R$ 7 mil pedidos pelos golpistas. Outro pediu demissão para usar a indenização para comprar a sua vaga no Corpo de Bombeiros.

CONCURSO

Com as inúmeras denúncias das vítimas, o advogado afirmou que solicitará à Justiça a quebra de sigilo telefônico e fiscal de todas as pessoas que estariam envolvidas na fraude, procedimento que já está sendo feito também pela Polícia Civil.

Além disso, também irá encaminhar para a Assembleia Legislativa do Estado um dossiê para apurar sobre o escândalo que está envolvendo o Corpo de Bombeiros, pois outra questão que também foi levantada pelas vítimas é sobre a legalidade do último concurso dos Bombeiros, promovido pelo Instituto Movens.

As vítimas querem solicitar ao Ministério Público Estadual a lisura do concurso. Caso fique comprovado que alguns dos aprovados tenha “comprado” a vaga, as vítimas vão solicitar a anulação do concurso e a realização de uma nova prova.

O ESQUEMA

O caso se tornou público após o cumprimento de mandado de prisão do subtenente Emanuel. A polícia e o Comando Geral dos Bombeiros tomaram conhecimento do fato no último dia 23 de julho, quando 123 vítimas compareceram ao Centro de Treinamento e Instrução do Corpo de Bombeiros, que fica na Unidade da Cidade Nova, em Ananindeua.

Nesse dia, as vítimas chegaram a preencher uma ficha e foram informadas de que deveriam retornar na semana seguinte.

No dia do retorno, um tenente identificado como Barbosa informou às vítimas que precisava de um documento emitido pelo governo do Estado para que iniciassem os treinamentos. A partir desse momento, as vítimas estranharam a burocracia, se sentiram lesadas e procuraram a polícia.

O caso ainda não está totalmente desvendado, foi aberto inquérito policial para ser apurada toda a situação de fraude. Para a polícia, outras pessoas estão envolvidas no esquema e novos mandados de prisão deverão ser solicitados.

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