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28/08/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bombeiro é preso por aplicar falso concurso


Ao sair da Policlínica do Corpo de Bombeiros. Foi nesse momento, às 9h de ontem, que policiais da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) cumpriram o mandado de prisão de Emanuel Natalino de Souza Júnior, de 38 anos, subtenente do Corpo de Bombeiros do Pará, expedido anteontem pelo juiz Pedro Pinheiro Sotero, da 1ª Vara Penal da Capital.

O mandado de prisão foi solicitado pela Polícia Civil desde o último dia 19 de agosto, quando ficou comprovado, por meio de investigações da Dioe, juntamente com o Corpo de Bombeiros, que Emanuel aplicou golpes em centenas de pessoas. Ele alegava às vítimas ser o responsável pela seleção de pessoas para o preenchimento de vagas de temporários no Corpo de Bombeiros. Desse modo, conseguia extorquir uma quantia em dinheiro, sob a justificativa de utilizá-la para a realização de exames físicos.

“Durante a nossa investigação, nós ouvimos 40 depoimentos e, até o momento, temos a confirmação que mais de 60 pessoas foram enganadas pelo sub-tenente”, afirmou o delegado Rogério Morais, diretor da Dioe. “Ele também falsificava comprovantes bancários para se respaldar diante das vítimas, quando era questionado por elas sobre o pagamento dos exames”, complementou o delegado.

O delegado Rogério Morais, Emanuel cobrava das vítimas, em média, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Há ainda mais de um mandado de prisão foi solicitado à Justiça, em função desse caso. Acredita-se que ele tenha aplicado o golpe em um número maior do já denunciado à polícia.

O ESQUEMA

Em entrevista ao DIÁRIO, o advogado Dorivaldo Belém, que atua em defesa de 20 pessoas que foram vítimas do golpe, explicou como uma de suas clientes foi enganada.

“Ela (a cliente) soube por meio de moradores do seu bairro, o Catalina, que um oficial da corporação (Emanuel) estaria fazendo a seleção de temporários. Ela entrou em contato com ele, o qual foi até sua casa. Lá, ele explicou que seriam abertas vagas para temporários, mas que custaria R$ 5 mil e que poderia ser pago em duas parcelas: uma de R$ 3 mil e outra de R$ 2 mil”, contou o advogado. Ele explicou ainda que, alguns dias depois, a vítima foi “convocada” a comparecer no dia 23 de julho ao Centro de Formação de Bombeiros da Cidade Nova.

“No referido dia, mais de 100 pessoas compareceram ao local, contudo foram comunicadas de que a seleção havia sido adiada. Isso gerou muita desconfiança nos candidatos, que passaram a fazer questionamentos. Dias depois, vários deles foram chamados para depor em um inquérito instaurado pela Polícia Civil”, contou o advogado.

Uma das vítimas relatou à polícia que outros bombeiros podem estar envolvidos no esquema.Segundo a vítima, após pagar R$ 4 mil ao subtenente Emanuel, no dia 13 de março, na dentro de uma das salas da Diretoria de Ensino e Instrução dos Bombeiros (DEI), desconfiado, ele ligou para o DEI e teria falado com o coronel Hilberto que é o titular da Diretoria. O coronel teria confirmado que “estava tudo certo”.

Depois a vítima recebeu uma ligação que seria do subtenente Mathias para comparecer no dia 23 de julho ao Centro de Formação da Cidade Nova, em Ananindeua. Lá foi informado que a prova havia sido adiada. Foi quando percebeu que se tratava de um golpe.

Subtenente acusa o comandante geral

De acordo com Dorivaldo Belém, o subtenente Emanuel entregava às vítimas comprovantes de depósitos feitos em uma suposta conta bancária do coronel Paulo Gerson, comandante geral do Corpo de Bombeiros.

O advogado informou à reportagem que já entrou no Ministério Público Estadual com uma ação cível de indenização por danos morais e materiais por ato ilícito contra o subtenente Emanuel Natalino e o coronel Paulo Gerson. Nos próximos dias, Dorivaldo vai entrar com mais 19 ações de outras vítimas.

COLETIVA

Em entrevista coletiva à imprensa, na Delegacia Geral da Polícia Civil, o subtenente Emanuel acusou o coronel Paulo Gerson de estar envolvido no esquema e desafiou o coronel a abrir seu sigilo bancário. Além disso, Emanuel apontou o ex-sargento Emerson Nelson Gomes como outro participante do golpe.

“Eu estou sendo vítima de uma briga política no Corpo de Bombeiros. O coronel Paulo Gerson deseja permanecer no comando da corporação e como eu tenho uma melhor relação com outro coronel, que pode ser seu substituto, estou sofrendo retaliações”, alegou Emanuel.

O coronel Paulo Gerson, por sua vez, negou qualquer tipo de envolvimento e afirmou que a postura de Emanuel é de quem está desesperado. “Não se pode considerar o que diz um estelionatário”, argumentou o coronel.

O subtenente Emanuel está no Corpo de Bombeiros há 20 anos e por conta desses golpes responderá na Justiça Militar e Comum por estelionato e falsificação de documentos. Estima-se que o montante tomado das vítimas gire em torno de R$ 700 mil.

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