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28/08/2009 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusado nega uso de documento falso

Por: Daniela Nogueira

Francisco Eraque Roque, acusado de aplicar o “golpe da casa”, garante que todas as 1.572 unidades serão construídas até o fim do ano. Ele diz que está em Brasília (DF) tentando conversa com o Ministério das Cidades.

Dois comerciantes que participaram da suposta licitação do projeto “Nossa Morada” alegam que receberam do presidente da Federação de Pescadores e Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado do Ceará (Fetraace) um documento da Caixa Econômica Federal (CEF). Francisco Eraque Roque teria entregado aos “licitantes” o ofício de número 179/2008, assinado pelo gerente regional e o superintendente regional do banco. O texto informa: “o projeto foi aprovado em sua totalidade, e os recursos já está comprometidos (sic) para a devida liberação”.

O documento é datado de 8 de julho de 2008. A CEF nega que tenha enviado o referido ofício. De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, foi enviado um ofício a Eraque Roque, com o número 179/2008, comunicando que o banco não estava mais recebendo novos projetos para o programa Carta de Crédito FGTS - Operações Coletivas, já que o orçamento destinado para a operação estava comprometido com outros projetos. Procurado por O POVO ontem, Eraque Roque negou que tenha dado cópia do documento aos licitantes. Os comerciantes pediram para não serem identificados.

O POVO tem mostrado, em matérias exclusivas, desde dia 21, que, no projeto, agricultores pagaram para se cadastrar a uma das 1.572 casas ofertadas em 22 cidades. Comerciantes teriam participado de uma suposta licitação para as obras e reclamam que não receberam a verba prometida. As casas não foram construídas.

O POVO - Tivemos a informação de que o senhor iria para Brasília e haveria liberação de verba até amanhã (hoje).
Eraque Roque - Estou em Brasília. Estou tentando uma conversa com o Ministério das Cidades, mas a gente não tem uma definição concreta de liberação.

O POVO - Há denúncias de que o senhor teria divulgado documentos que seriam da Caixa Econômica Federal. O senhor tem feito isso?
ER - O único documento que eu recebi da Caixa Econômica foi um que dizia que eu procurasse o doutor Lima para uma conversa, pra ver como a gente fazia pra entrar no projeto Operações Coletivas, que a gente não entrou. O nosso projeto foi diretamente com o Ministério, nem passou por Caixa. Como é que eu vou passar um documento que não chegou na minha mão?

O POVO - Comerciantes que participaram da licitação acham que os documentos são falsos.
ER - Só se foi (sic) eles que falsificaram.

O POVO - Temos a informação de que o senhor teria divulgado a um “licitante“que usaria verba do convênio com o BNB para pagar licitantes do projeto “Nossa Morada”.
ER - Eu jamais ia fazer isso. Se ele disse isso, ele é um mentiroso, um bandido em dizer que eu ia usar a verba do BNB. Você pode me dizer qual foi o licitante que lhe disse que eu estava em Brasília para liberar esse dinheiro?

OP - O senhor me desculpe, mas isso é sigilo de fonte. Eu não posso divulgar.
ER - O que eu acho mais engraçado é o seguinte: já quebraram até o sigilo bancário da Fetraace, e você não pode me dizer quem é A, B ou C.

OP - Quem quebrou o sigilo bancário da Fetraace, com certeza, não fomos nós. Jornal não pode quebrar sigilo bancário de ninguém. O senhor garante que até o fim do ano as casas serão construídas?
ER - Até o fim do ano, todas as casas serão construídas.

OP - E se não houver nenhuma liberação de recursos?
ER - Nem o licitante nem o povo ficarão em prejuízo, porque as casas serão construídas. Nem que a gente tenha que fazer bingo, mas eu entrego todas elas.

OP - Mas só com bingo o senhor vai construir as casas?
ER - Mas, além do recurso de bingo, a gente está contactando outras organizações para poder ajudar a gente, sem ser Ministério, sem ser o Governo, outras organizações privadas. Eu vou fazer vergonha a muita gente desse Estado. Muita gente vai calar a boca para criar vergonha na cara.

OP - O senhor tem previsão de quando começam as obras?
ER - Até o dia 10 de setembro, elas começam. Aí, eu quero ver se o jornal vai publicar mesmo. Fizemos tanta coisa em benefício deste Estado e o jornal nunca foi lá.

OP - Talvez porque a notícia nunca chegou até a gente.
ER - Nunca chegou? Eu tenho todos os e-mails que eu passei para vocês.

OP - Eu peço uma cópia de todos os e-mails que o senhor passou para a gente.
ER - Olhe, até minha assinatura do jornal tiraram. Era descontado na minha conta. Uma semana antes de sair a primeira reportagem, tiraram a assinatura do jornal. (De acordo com a Central de Relacionamento do O POVO, a assinatura de Francisco Eraque Roque venceu-se dia 2 de agosto. Ele não havia solicitado renovação automática.)

OP - Sinto muito, mas isso é com a central de assinantes. Nós somos da Redação e isso não tem nada a ver com a matéria.
ER - Eu espero que não tenha. Eu não sei mais nem em quem acreditar. Eu quero dizer uma coisa com toda a sinceridade. Eu sei que vocês não iriam fazer isso, porque eu acredito que uma pessoa da imprensa não ia fazer isso, mas parece matéria comprada. Parece que alguém está comprando matéria para sair contra a gente.

OP - O senhor sabe que está fazendo uma acusação contra o jornal dizendo isso?
ER - Mas parece. Porque todo dia que Deus dá sai uma matéria diferente.

OP - Todos que estão fazendo a denúncia estão errados?
ER - Todos que estão fazendo denúncia estão fazendo denúncia infundada. Sem ter certeza do que estão dizendo. A gente tem que ter respaldo pra dizer as coisas.

OP - O senhor acha que nenhum deles tem respaldo para isso?
ER - Se eu acho? Eu tenho certeza. Vão morder a língua.

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