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24/08/2009 - administradores.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes: como evita-las?

Por: Marcos Assi


Vivemos em um mundo que a índole, para alguns, ainda é muito questionável, e muitos não as usa. O fato é que a ganância e a possibilidade de ganhar dinheiro fácil ainda movimentam milhares de pessoas. Sabemos que o Ministério Público praticamente vive a investigar casos de fraudes de empresas fictícias – ou até mesmo devidamente legalizadas – que realizam operações duvidosas.

Muitos acreditam em promessas de altas remunerações sem menção ao risco, com a sugestão de que se trata de uma oportunidade única e que só poucos são os eleitos. Foi assim, mais recentemente, com a fraude de Robert Madoff (acabou de ser condenado a 150 anos de prisão) ou com as "cartas da Nigéria" que chegam via e-mail e retratam as mágoas de uma viúva que tem uma fortuna para deixar e não possui herdeiros. Só no último mês recebi pelo menos seis e-mails deste tipo, e cheguei a conclusão que na Nigéria só tem viúvas milionárias...

Até quando estes velhos golpes funcionarão? Muitos casos não são mais do que versões modernas da célebre fraude do "embrulho de notas" na qual alguém encontrava caído na rua e pedia para um desavisado transeunte guardar por um momento e, ainda por cima, tinha de entregar uma garantia para que não fugisse com as "notas". E como sempre, mas infelizmente demasiadamente ta de, esse transeunte verificava tratar-se de um mero embrulho de papéis de jornal.

E como na maioria das vezes as fraudes encontram terrenos férteis, há sempre "voluntários" prontos a encarnarem o papel de vítimas. É como se a memória não retivesse a informação de casos anteriores. Como se ela fosse muito curta para reter as notícias desagradáveis. Dizem os tratados de psiquiatria que a capacidade de esquecer o que de ruim aconteceu é sinal de uma mente humana sã. Talvez seja, mas isso provoca situações no mínimo constrangedoras, e penosas.

A mente humana – e a sua incapacidade incalculável de criar necessidades de ganho fácil – não pode ser a única culpada do sucesso deste tipo de fraudes. A ganância, traduzida no desejo do ser humano em querer ganhar muito sem esforço, tende a funcionar como uma espécie de película que impede o cidadão de raciocinar, identificar e perceber a realidade em toda a sua plenitude.

Só que em algum momento chega a dura realidade de ser vítima de mais um esquema fraudulento. E ao impacto financeiro, nem sempre modesto – pois as "oportunidades únicas" são de aproveitar em toda a sua plenitude –, se junta com a vergonha social de ter sido trapaceado.

A mídia vem todo o tempo informando e alertando, e em sites de bancos encontramos até treinamento de como gerir sua conta, e-mails e acesso a internet, mas o descuido ainda ocorre. Os organismos de supervisão, bem como as forças policiais, têm procurado proteger os cidadãos dos perigos a que estão sujeitos, mas não podem segura-los pela mão.

Devemos buscar uma maior mobilização e, principalmente, valorizar a índole das pessoas e entender definitivamente que a riqueza não virá através dos ganhos miraculosos e espetaculares. Devemos redobrar a atenção e buscar a melhoria financeira através do trabalho ou, para aqueles que creem, apostando nas loterias. Mas, por enquanto, vamos trabalhar com honestidade e vontade.

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