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23/08/2009 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Como na ficção, sedutores profissionais aplicam golpes contra mulheres

Em ‘Caminho das Índias’, personagem de Odilon Wagner vive de extorsões. Na vida real, golpistas envolvem vítimas para depois fazer chantagem.

No início, era um conto de fadas. A personagem Nanda, da novela “Caminho das Índias”, tem um casamento de 20 anos que já vai mal das pernas. Lá pelas tantas, ela conhece um sedutor, galante, interessado nela. Depois da entrega, começa o pesadelo.

O personagem Mike, interpretado pelo ator Odilon Wagner, exige R$ 500 mil para não entregar um DVD com o encontro dos dois filmado para o marido de Nanda.

“Ele é um golpista internacional, especializado em dar golpes em mulheres casadas para depois extorquir, fazer chantagem, tirar dinheiro delas”, afirma o ator Odilon Wagner, sobre o personagem Mike, que é inspirado em Helg Sgarbi, conhecido como o "gigolô suíço". O golpista conseguiu seduzir até a poderosa Susanne Klatten, herdeira da montadora de automóveis BMW, para depois chantageá-la.

Uma mulher, que prefere não se identificar, sentiu na pele o drama de Susanne e da personagem Nanda. “Ele dizia que era fiscal da Receita Federal e que tinha uma empresa com um amigo. De repente, ele começou a dizer que brigou com o sócio e que estava com problema com o cheque e os cartões de crédito”, conta a mulher.

Ela foi vítima de Paulo César Dantas, preso esta semana, no Rio de Janeiro, acusado de lesar 15 mulheres, com idades entre 35 e 40 anos. “Ele me lesou em R$ 35 mil. Fiquei desesperada, tive que me virar em acertar o banco e resgatar os cheques. Até hoje, estou tentando acertar os meus cartões, de loja e de crédito”, diz a vítima do golpe.

Noiva de golpista

Uma outra mulher, que não quer mostrar o rosto, também caiu na lábia de Paulo César. “Ele era muito divertido, atencioso. Era sempre muito envolvente, muito carinhoso, sempre me fazendo rir muito”, revela. Ela chegou a ser noiva do golpista. “Ele me pediu em casamento várias vezes, queria casar, mas, na verdade, eu acho que ele queria era morar na minha casa”, aposta.

“Ele usa da sedução para conseguir a vantagem indevida e, a partir do momento que ele não consegue alcançar o objetivo dele, ele começa a usar de ameaças”, explica a delegada Tatiana Queiroz.

“Ele ia para porta do meu trabalho me ameaçar. Ele mandou minha família toda andar olhando para trás, porque podia vir um tiro de algum lugar. Ele sempre dizia ter uma arma e que ia me matar”, conta a vítima.

Disfarce de jornalista

No interior de São Paulo, Celso Renê dos Santos se passava por jornalista para envolver mulheres e aplicar golpes.

“Ele queria dinheiro, mas eu dizia para ele que não tinha. À medida em que ele foi vendo que ele queria e eu não cedia em dar dinheiro para ele, ele começou a agir contra a empresa que eu trabalhava. Ele começou a querer extorquir dinheiro da empresa e eu fui demitida”, conta uma vítima.

O estelionatário foi condenado por extorsão e cumpre pena de quatro anos e nove meses em regime semiaberto na cidade de Itu. Ele não quis gravar entrevista.

Prevenção

Para a delegada, é importante que as pessoas não deixem que desconhecidos frequentem suas casas. “Meu conselho não entregar documentos e seus dados seus para ninguém”, diz Tatiana Queiroz.

“A senha do banco é pessoal e intransferível, assim como a senha do e-mail, de todos os e-mails, porque através dessas senhas a gente pode descobrir várias informações”, afirma a delegada.

“Tem que começar a mudar pela mulher mesmo. Ela tem que ir lá e denunciar esses canalhas”, ressalta o ator Odilon Wagner.

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