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23/08/2009 - Correio da Bahia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegadas baianas desvendam crimes de grande repercussão

Por: Alexandre Lyrio e Bruno Wendel


Qual a arma para se ter cílios de boneca? Um bom rímel é tiro certeiro. Lábios bem desenhados pedem uma bolsa munida deb atom, delineador e gloss. No arsenal, também é preciso um esmalte que combine com o terno e um blush para realçar. Sim, elas são mulheres fatais.

Mas, além do fato de andarem na moda, isso nada tem a ver com maquiagem, e sim com a PT ponto 40 que carregam na cintura. Patrícia Nuno, Inalda Cavalcante e Christiane Inocência são armadas, perigosas e graciosas. Juntas, formam o mais famoso trio de delegadas de Salvador. Batizadas pelos próprios colegas como “As Panteras” da Polícia Civil, não se destacam apenas pelo glamour, mas são tidas também como as mais atuantes.

Representam um contingente feminino que não para de crescer. As mulheres já detêm 405 dos 854 cargos de delegados na Bahia. Em menos de uma semana, a Delegacia de Homicídios (DH), da qual Inalda é titular, chegou ao algoz da médica Rita de Cássia Tavares Martinez, assassinada no dia 6 de agosto.

Mesmo de férias, Inalda envolveu-se no caso e ajudou nas investigações comandadas pela sua substituta, a delegada Andréa Ribeiro, que apesar de não fazer o tipo Lara Croft, bem que poderia compor a trupe de “panteras”. Num interrogatório de mais de 12 horas, Andréa arrancou a confissão do assassino. Está tão focada no caso que preferiu não dar entrevista. “Atuou até agora de forma brilhante. Tão atuante quanto nós três”, elogia Inalda.

Durona, Inalda reage de forma enérgica à escalada dos homicídios em Salvador. Sem “descer do salto”, cobra do seu Serviço de Investigação (SI) a solução dos crimes. Foi assim que acredita ter elucidado duas chacinas, ambas de repercussão nacional. Em abril de 2006, já titular da 3ª Delegacia (Dendezeiros), três pessoas foram assassinadas, entre elas duas crianças, e outras quatro da mesma família ficaram feridas em Massaranduba.

Foi uma questão de horas para que os agentes da unidade chegassem a Raimundo Oliveira de Jesus, 40, na ocasião soldado do Batalhão de Choque da Casa Militar. Levado a júri popular, o ex-policial foi condenado a 60 anos de reclusão em regime fechado. A investigação sempre fascinou Inalda. “Enquanto alguns colegas pensam em seguir a carreira jurídica, eu gosto do lado operacional”, diz ela, que exibe no currículo um curso ministrado por agentes do FBI.

Em 2008, já como titular da Delegacia de Homicídios, outro caso difícil para a pantera. Sete pessoas foram fuziladas por traficantes em Mussurunga. A chacina foi a segunda maior do país. Em pouco menos de 30 dias, dez acusados foram presos.

DAMA DE OURO Pantera por pantera, Patrícia Nuno também extrapola o personagem. Com cabelo delicadamente armado e uma boca enfeitiçante, é uma versão baiana da famosa Kate Mahoney. Incorpora melhor o papel do que a própria atriz Jamie Rose.

Mas nossa “Dama de Ouro” não é só estilo. Nas últimas semanas, Nuno declarou guerra à lavagem de dinheiro e à contravenção nos arredores da 14 ªDP (Barra), da qual é titular. Foi mais rápida que a Polícia Federal (PF) ao “estourar”, no bairro da Graça, uma espécie de cassino de luxo com máquinas
caça-níqueis.

Mas Patrícia entrou mesmo para o “rol da fama” quando, em março de 2007, chegou à autora de um crime brutal. Diz ter prendido “com investigação
insistente” a mulher que atirou um recém-nascido de uma das janelas do Edifício Vila do Bosque, na Avenida 8 de Dezembro, também na Graça. “Interrogamos todos os apartamentos, repetimos a perícia e remexemos até o lixo do prédio”, ensina Patrícia, avisando que continua, como antes, na ativa. “O tempo passa, mas ainda hoje somos as mais atuantes. Falo isso sem falsa modéstia”.

APELIDO Se mais jovem fosse, a negra Christiane Inocência passaria facilmente como Deusa do Ébano. No dia-a-dia, combina blazeres com sapatos à Luís XV. Mas essa não é a única forma de a pequena notável, de um 1,60m, destacar-se. Chris também é conhecida pela eficiência no manejo de armas e a sagacidade para resolver os casos.

Ela e sua equipe desvendaram o assassinato do professor universitário José Nilton Silva de Oliveira, 53 anos, e sua estagiária, a estudante de direito Edjane Bastos Santana, 32, mortos a tiros dentro de um carro, em fevereiro do ano passado. Por essas e outras, ninguém tira de Patrícia, Inalda e Christiane o título de “As Panteras”.

Título esse concedido por uma de suas superiores, a então diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Iracema de Jesus. “Não chamo elas apenas de panteras, mas de ‘minhas meninas’, diz Iracema, também perigosa e cheia de graça.

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