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19/08/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF busca 32 acusados de usar laudos médicos falsos para fraudar o INSS em São Paulo


SÃO PAULO - A Polícia Federal busca 32 pessoas que tiveram prisão temporária ou preventiva decretada e são acusadas de integrar quadrilha que agia em cidades do litoral paulista, São Paulo, Sorocaba e Mairiporã para obter auxílio-doença e aposentadoria por invalidez com laudos falsos. Outros 40 mandados de busca estão sendo cumpridos em consultórios médicos e escritórios, além de um sindicato.

Cerca de 100 pessoas teriam se beneficiados pelo esquema e o número de fraudes, segundo a PF, pode ser bem maior. O prejuízo é estimado em mais de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos.

Os laudos, de acordo com a investigação, eram psiquiátricos e apontavam problemas como depressão, neurose, pânico, dependência de drogas e outras psicoses. Por isso, a operação foi batizada de "Cerebrum".

A PF afirma que um sindicato da cidade de Santos e região incluia no esquema todos os motoristas que estouravam a pontuação máxima de multa na CNH, sendo impedidos de trabalhar, ou eram demitidos das empresas onde trabalhavam.

Os laudos eram feitos com datas retroativas e eles conseguiam ser afastados do trabalho, recebendo pelo INSS.

Uma outra quadrilha apresentava laudos faltos e chegava a ir à Justiça para exigir os benefícios quando o pedido era negado.

O médico J.A.K.M., Coordenador do CAPS II - Público Municipal em São Vicente, no litoral paulista, alvo principal da PF, diagnosticava doenças inexistentes e instruía as pessoas a como se comportar durante o exame feito por peritos do INSS. Uma das recomendações é que fossem fazer o exame dopados e, antes, eles tomavam remédios tarja preta.

"Pessoas sem qualquer enfermidade eram internadas na rede Pública de Saúde mediante remuneração específica (normalmente de R$ 2.000,00 por internação), sendo tal médico não apenas credenciado junto à rede Pública de Saúde, mas também Coordenador do CAPS II - Público Municipal em São Vicente (Saúde Mental no SUS), o que, em tese, pode ter impossibilitado que pessoas doentes fossem internadas em razão de falta de vagas", diz a PF.

De acordo com a investigação, advogados, comerciantes e empresários se beneficiaram do esquema. O INSS fará novas perícias para cassar os benefícios dos envolvidos na fraude.

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