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03/07/2002 - BBC Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasil também corre risco de fraudes corporativas


Apesar de a lesgislação que regula as empresas brasileiras ter evoluído muito nos últimos anos, o Brasil não está livre do risco de escândalos como os da Enron, da WorldCom e da Xerox.

Mas mesmo admitindo o risco, muitos analistas consideram as leis brasileiras mais rígidas do que as americanas.

Para o vice-presidente da corretora Anchorage Capital Partners, de Londres, Pedro de Souza Leão Regina, as empresas brasileiras também fazem operações menos complexas e mais fáceis de entender do que os conglomerados americanos que se envolveram em escândalos.

"Nos conglomerados americanos e europeus muitas vezes não se entende o que são aqueles números. Por isso os balanços conseguem registrar crescimentos de 20% ao ano, como no caso da Enron, sem que ninguém saiba de onde está vindo aquele dinheiro", disse Leão Regina, que participou do programa De Olho no Mundo - uma co-produção da BBC Brasil e da Rádio Eldorado de São Paulo.

Mais problemas

Leão Regina acredita que a temporada de escândalos ainda não acabou.

"As firmas que auditaram estes balanços são as mesmas que trabalham para muitas outras empresas, então podemos esperar problemas."

O executivo avalia que no Brasil a lesgislação deixa menos espaço para as fraudes, mas ressalva que "imune ao problema nenhum país está".

O executivo acredita que é o momento de parar de investir nos índices consolidados que registram o movimento das bolsas de valores.

"Ainda há companhias fazendo bons negócios hoje, mas a melhor opção é pesquisar estas empresas e investir especificamente nelas", avalia.

Regras

A diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Norma Parente, garante que o órgão - responsável pela regulação do mercado de ações no Brasil - tem uma posição mais avançada do que a do seu equivalente americano, a Securities and Exchange Comission (SEC).

"A lei brasileira impede que a mesma companhia preste consultoria e audite as contas de uma empresa, como acontecida na WorldCom, na Xerox e na Enron", explicou.

A diretora acrescentou que outra regra editada pela CVM obriga que as companhias abertas troquem de auditores a cada quatro anos "para evitar que a auditoria comece a se confundir com a própria estrutura do auditado".

"Mas infelizmente a regra que determina o rodízio está barrada por uma liminar na Justiça", lamentou.

Banco Nacional

O coordenador do comitê de capacitação do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Leonardo Viegas, concorda que as regras evoluíram muito no Brasil, mas acredita que fraudes ainda podem aparecer.

"No Brasil também podem acontecer fraudes, como o caso do Banco Nacional, em 1995", disse.

Viegas acredita que a solução para resgatar a confiança no mercado é a adoção das "boas práticas de governança corporativa" pelas empresas.

"A boa governança corporativa significa ir além do que exige a lei e fazer de tudo para que a transparência da empresa seja total", disse.

Mas Leão Regina discorda de que o Banco Nacional possa ser enquadrado no mesmo caso da WorldCom e da Enron.

"O problema do Nacional não foi de maquiagem contábil, mas de fraude pura e simples. Nenhum auditor teria como descobrir as contas fantasmas que o banco criou antes de a bomba explodir", diz.

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