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18/08/2009 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP pede quebra de sigilos fiscal e bancário de empresas ligadas à Universal

Pedido do MP foi feito com base em investigação da Receita estadual. Igreja teria transferido doações de fiéis para empresas investigadas.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - do Ministério Público de São Paulo - pediu à Justiça a quebra dos sigilos fiscal e bancário de todas as empresas e pessoas ligadas ao grupo Universal citadas em uma investigação da Receita estadual paulista.

Entre os citados na investigação estão dez réus por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha em processo na Justiça de São Paulo. Eles são acusados de desviar dinheiro de doações de fiéis da Igreja Universal para fins particulares e comerciais.

A quebra de sigilo foi pedida por conta porque os fiscais da Receita estadual descobriram que empresas estavam usando indevidamente o dinheiro dos fiéis.

A equipe de fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo traçou uma radiografia das empresas ligadas à Igreja Universal. Negócios de fachada apontados como parte do esquema de lavagem de dinheiro denunciado pelos promotores do Gaeco.

Os analistas chegaram a 36 empresas relacionadas direta ou indiretamente à Igreja. E a investigação se concentrou nas que estão registradas em um mesmo prédio na região central de São Paulo.

Segundo a Fazenda estadual, são cinco empresas: Life Empresarial Saúde, Uni Participações, Unitemple Universal, Cremo e Unimetro Empreendimentos.

Só para a Unimetro, a Igreja Universal transferiu mais de R$ 19 milhões em menos de dois anos, apontam os dados oficias. Mas onde fica a Unimetro?

“A Unimetro não é aqui”, diz um funcionário do prédio, que acrescenta que a empresa nunca existiu no endereço na região central de São Paulo.

Entre as empresas registradas no prédio, a Cremo foi a que mais recebeu depósitos: R$ 52 milhões repassados pela Universal. Dinheiro de fiéis que teria sido desviado para o patrimônio pessoal de pessoas ligadas à Universal.

No relatório os auditores afirmam "“cabe-nos questionar a transferência de recursos para essas empresas, porque há fortes indícios apontando no sentido de pertencerem todas a uma mesma organização”.

A Cremo não dá declarações. Segundo funcionários do prédio, tem gente trabalhando na empresa, mas não estão autorizados a dar entrevista.

Quanto às outras empresas registradas no mesmo prédio, os funcionários informam que não conhecem a Uni Participações.

A reportagem do Jornal Nacional procurou ainda outras três empresas acusadas pela promotoria de participar do esquema de desvio de doações de fiéis e não encontrou nenhuma delas nos endereços levantados pela fiscalização.

Movimentação financeira

Os auditores também relacionaram 44 pessoas físicas que foram acionistas ou já dirigiram empresas ligadas à Universal. A maioria dessas pessoas não apresenta movimentação financeira compatível com a renda declarada. A lista de nomes por trás das empresas inclui os dez réus no processo criminal aberto em São Paulo para apurar lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

"Algumas pessoas passeiam pelo quadro societário de diversas empresas do grupo há décadas", diz o relatório dos fiscais da Fazenda estadual. "Não é justificável que se descarte a hipótese de que algumas dessas empresas tenham existência simulada e sejam utilizadas para dissimular atos irregulares".

Os promotores esperam a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todas as pessoas e empresas ligadas à Universal - o que ajudaria a rastrear, em detalhes, o destino do dinheiro dos fiéis.

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