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17/08/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-bispo da Universal vai depor sobre lavagem de dinheiro

Por: Germano Oliveira


SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) arrolou como testemunha, no processo em que denunciou o bispo Edir Macedo e outros nove colaboradores por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha , o pastor Carlos Magno de Miranda, que em 1991 acusou a Igreja Universal do Reino de Deus de ter pago parte da Rede Record com suposto dinheiro de narcotraficantes colombianos. O MPE quer ouvir o pastor - que era homem de confiança de Edir Macedo e depois rompeu com a Universal - sobre os métodos usados por Macedo e seus prepostos no esquema de lavagem do dinheiro.

Depois de se desentender com Edir Macedo em 1991, o pastor Carlos Magno de Miranda denunciou que a segunda parcela da compra da Rede Record teria sido paga com recursos de traficantes colombianos do Cartel de Cáli.

MP confirma que pastores estiveram em Medellín, na Colômbia

Num dos documentos obtidos pelo MPE, Miranda relatou os detalhes de sua ida a Medellín. Ele teria viajado para a Colômbia, entre os dias 12 e 14 de dezembro de 1989, com os pastores Honorilton Gonçalves e Ricardo Cis, todos acompanhados de suas mulheres, para buscar dinheiro. Um mensageiro teria entregue uma pasta contendo US$ 450 mil (R$ 832 mil).

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que denunciaram agora Edir Macedo e seus nove auxiliares, analisaram os registros aeroportuários em poder da Polícia Federal e constataram que realmente os pastores da Universal foram a Medellín, com escala em Manaus, em dezembro de 1989.

- O bispo Carlos Magno está arrolado como testemunha para falar sobre esse poderoso esquema de lavagem de dinheiro da Igreja Universal. O nosso objetivo não é comprovar que os traficantes colombianos doaram dinheiro para a compra da TV Record. Mas ele pode nos ajudar a explicar como funciona o esquema de lavagem de dinheiro - disse um dos promotores do caso.

O advogado da Universal e dos acusados no processo por lavagem de dinheiro, Arthur Lavigne, classificou ontem de "ridícula" a denúncia de que parte do dinheiro usado para pagar a TV Record veio de traficantes colombianos, feita pelo bispo Carlos Magno de Miranda.

- Essa história é ridícula. Tem mais de dez anos e nunca se comprovou - disse Lavigne.

O juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo, Glaucio Roberto Brittes de Araújo, aceitou denúncia do MPE contra Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Universal, acusados de lavagem de dinheiro desviado da igreja e formação de quadrilha. Segundo a denúncia, as doações dos fiéis eram transferidas para empresas de fachada ligadas à Universal, que enviavam os recursos para paraísos fiscais.

Neste domingo, durante o programa "Repórter Record", Edir Macedo deu entrevista de 29 minutos, negou ser chefe de quadrilha e fez ataques à TV Globo e aos promotores do MPE.

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