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30/10/2006 - Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude faz operadoras de saúde adotar leitura digital

Por: Ricardo Westin


São Paulo - As empresas de plano de saúde começam a investir na tecnologia para enfrentar as fraudes cometidas pelos próprios clientes. O recurso usado é a biometria, que consiste na identificação eletrônica das pessoas por meio de alguma parte do corpo.

No Brasil, clientes já são identificados pelo dedo. Como não existe uma impressão digital idêntica a outra, os planos de saúde evitam que um não-cliente use a carteirinha de um cliente para ser atendido por um médico ou fazer um exame.

As fraudes atingem 20% dos procedimentos cobertos pelos planos, segundo estimativa da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Isso inclui irregularidades por parte tanto dos clientes como dos prestadores dos serviços - médicos, laboratórios e hospitais.

A Unimed Paulistana começou a testar a biometria em julho, quando instalou aparelhos de leitura digital em dez consultórios, duas clínicas e um hospital da região metropolitana de São Paulo. A DixAmico, que já usava o sistema no Estado do Rio, recentemente levou a tecnologia para São Paulo. A Samcil e a Amil estudam substituir a carteirinha pela leitura digital.

As fraudes cometidas pelos clientes sempre foram um tema tabu entre os planos de saúde. As empresas evitavam tratar publicamente do tema, com medo de que os usuários soubessem que é possível burlar os sistemas com relativa facilidade.

"Precisamos de meios para detectar as fraudes porque elas ocorrem todos os dias", diz Mauro Penha Bastos, diretor de tecnologia da DixAmico.

"Sempre vem uma pessoa que quer usar o cartão do convênio para passar a irmã, a amiga, a empregada", confirma Caio Fábio Figliuoro, diretor do Hospital Santa Helena, da Unimed.

O sistema é simples - o mesmo utilizado por academias de ginástica para liberar a entrada dos alunos - e barato. Uma máquina de leitura digital custa em torno de R$ 200. A Unimed estima que, em um ano, os custos assistenciais diminuirão em R$ 30 milhões - os custos totais são de R$ 900 milhões anuais.

As digitais dos clientes são cadastradas no primeiro atendimento. Nos demais, não é preciso levar a carteirinha nem documentos de identidade. O aparelho de biometria lê a digital do cliente e todos os seus dados aparecem na tela do computador. "É muito mais prático. Tenho todas as minhas informações na ponta do dedo", diz o administrador Nelson Ferreira Batista, de 48 anos, que na semana passada foi atendido num hospital de São Paulo sem precisar assinar nenhum papel.

Isso, porém, não significa que o velho cartão será abolido de vez. Crianças menores de 5 anos não usam a biometria, pois suas digitais sofrem alterações com o crescimento. Grávidas também não, já que o organismo muda durante a gestação.

Informatização

Ao adotar a biometria, hospitais, consultórios e laboratórios são obrigados a se informatizar. Os dados dos pacientes ficam disponíveis em tempo real na rede interna dos planos de saúde. Dessa forma, quando um cliente deixa o plano, os prestadores recebem a informação imediatamente - hoje, é possível que se use a carteirinha do convênio por semanas após o fim do contrato. Além disso, como todos os usos do convênio ficam registrados, um médico pode deixar de solicitar um exame que o paciente fez recentemente a pedido de outro médico. Também não é preciso ligar para uma central telefônica para saber se o procedimento em questão faz parte do plano do cliente. Isso tudo é economia para as empresas.

Embora a biometria tenha chegado por causa da desconfiança em relação aos clientes, eles próprios podem se beneficiar. "Como a mensalidade é fixada em função dos custos, ela certamente ficará mais acessível para a população", diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

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