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15/08/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF faz devassa na Sema à procura de fraudes


Peritos da Polícia Federal fizeram ontem uma devassa nos computadores do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) e do Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof), ambos usados pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) para controlar a emissão de autorizações para transporte e venda de madeira no Pará.

A suspeita é de que empresas madeireiras estariam conseguindo fazer alterações nos dois sistemas para “esquentar” madeira oriunda de desmatamento ilegal, feito em unidades de conservação e terras indígenas.

De acordo com o delegado Sérgio Rovani, responsável pelo caso, as fraudes envolvem mais de uma centena de empresas e podem ter permitido a comercialização ilegal de milhares de metros cúbicos de madeira.

A polícia investiga ainda o uso de guias de transporte de produtos florestais emitidas em outros estados - principalmente Maranhão e Mato Grosso - para justificar a madeira oriunda de desmatamento ilegal.

PERÍCIA

A Polícia Federal chegou ao prédio da Sema no início da manhã. A equipe formada por dez pessoas entre peritos de informática e investigadores ocupou a sala da Gerência de Sistema, Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Gesflora), onde funcionam o Sisflora e o Ceprof. A ordem era vasculhar os computadores em busca das possíveis alterações fraudulentas. O serviço foi feito a portas fechadas e a imprensa não pode registrar o trabalho dos policiais que foram autorizados pelo juiz federal Rubens Rollo D`Oliveira a fazerem cópias de todos os dados encontrados nos computadores da Sema.

Há cerca de um ano, a Polícia Federal investiga fraudes na Secretaria de Meio Ambiente. O trabalho de investigação ainda está longe do fim, mas o delegado conta que já identificou cheques que somariam mais de R$ 1 milhão usados para pagar as guias fraudulentas. “Foi criado um comércio paralelo desses créditos podres”, diz Rovani.

DEFESA

Em entrevista na manhã de ontem, o secretário-adjunto de Meio Ambiente Rosemiro Canto disse não acreditar na participação de servidores nas fraudes, mas Polícia Federal e Ministério Público garantem ser quase impossível fazer a alteração do Sisflora sem contar com ajuda de dentro da secretaria. “As guias saem de dentro da Sema”, diz o delegado Ravoni.

“Mesmo que roubassem a senha de um servidor, seria possível verificar que estavam sendo feitas as alterações e trocar a senha”, completa o procurador da República Bruno Valente, que também investiga a fraude. Em nota distribuída à imprensa, a Sema diz que “tem o maior interesse nessas investigações e é parceira do Ministério Público Federal (MPF) da e da Polícia Federal (PF), para que todos os fatos sejam esclarecidos à sociedade”.

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