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13/08/2009 - O Globo Online / Diário de SP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista promete sepultura e não entrega em dois cemitérios da zona leste de SP

Por: Sérgio Roxo


SÃO PAULO - Famílias donas de lotes em dois cemitérios públicos da zona leste da capital paulista foram vítimas de golpes aplicados por um empreiteiro credenciado do Serviço Funerário Municipal. Clauberto Rodrigues dos Santos recebeu dinheiro com a promessa de construir jazigos, mas sumiu antes de executar as obras. Há três boletins de ocorrência por estelionato contra Santos, registrados em delegacias da região. O prejuízo dessas famílias é de R$ 5 mil. Dois casos são do Cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista, e um é do Cemitério do Lajeado. Mas o golpista fez outras vítimas, que preferiram não prestar queixa. Segundo funcionários dos cemitérios, há, ao todo, dez vítimas.

A compra de lotes em cemitérios da Prefeitura é feita diretamente com o Serviço Funerário. Em seguida, a família tem que contratar alguém para construir a sepultura. Só podem executar obras nos 22 cemitérios públicos da capital os empreiteiros credenciados no órgão municipal. As três famílias que prestaram queixa contra o golpista dizem que chegaram até ele por meio das listas das administrações dos cemitérios. O Serviço Funerário, porém, se exime de responsabilidade no caso.

A família da professora Adriana Simão de Jesus, de 40 anos, tomou um prejuízo de R$ 1 mil. Em setembro de 2008, ela comprou junto com os irmãos um lote no Cemitério da Saudade por 24 prestações mensais de R$ 312,23.

- A administração do cemitério disse que eu tinha três meses para fazer a sepultura - contou a professora, que pegou a relação de empreiteiros credenciados para orçar o serviço.

- A maioria pedia R$ 5 mil, mas o Clauberto aceitou fazer por R$ 3.500. Em março, saiu a autorização para a obra. Mas só em maio eu descobri. Fui até lá e não tinha nada - afirma a vítima.

A professora ainda conseguiu falar com o empreiteiro por telefone.

- Ele falou que estava viajando, mas que voltaria - disse. Depois disso, o golpista desapareceu.

No dia primeiro de junho, a família fez um boletim no 22º Distrito Policial (São Miguel). Cinco dias antes, mais uma família que afirma ter levado um golpe de R$ 1.500 de Clauberto havia dado queixa na mesma delegacia. O outro boletim de ocorrência foi registrado no 68º Distrito Policial pela copeira Elizia Venâncio Braga, de 61 anos, que teve prejuízo de R$ 2.500.

Serviço Funerário diz que cassou licença

O Serviço Funerário Municipal diz que cassou a licença para o empreiteiro Clauberto Rodrigues dos Santos trabalhar nos cemitérios públicos da cidade após receber denúncia de que ele recebeu dinheiro e não executou uma obra que havia prometido. O órgão da Prefeitura informa que não tem responsabilidade sobre o prejuízo das famílias porque não participa das negociações com os empreiteiros. O órgão municipal diz ainda que nunca teve notícias de casos semelhantes e que, na hora do credenciamento, são exigidos vários documentos, até atestado de antecedentes criminais. O Serviço Funerário alega ainda que o dono do lote pode fazer o serviço com uma pessoa que já conheça. Mas, o contratado terá que apresentar os documentos para conseguir a licença da autarquia responsável pelos cemitérios da capital.

As credenciais para trabalhar nos cemitérios são renovadas anualmente. De acordo com o órgão da Prefeitura, Santos tinha licença desde 2001 e nunca foram registradas queixas contra o seu trabalho. Antes de conseguir a licença, ele trabalhou por dois anos como auxiliar de um outro empreiteiro.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública disse que os boletins registrados no 22º Distrito Policial deram origem a um inquérito policial. As vítimas já prestaram depoimento e os policiais estão investigando a suspeita de estelionato. Na terça-feira, o boletim de ocorrência do 68º Distrito Policial, o último dos três a ser registrado, havia sido arquivado. O entendimento era de que não cabia uma investigação policial do caso. Na noite de quarta-feira, depois que foram questionados os motivos do arquivamento, a Secretaria da Segurança Pública disse que o BO foi enviado para o 22º Distrito, onde a investigação contra Clauberto Rodrigues dos Santos será centralizada.

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