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13/08/2009 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nova modalidade de crime acaba em R$ 7 mi de multas

Por: Keity Roma

Ibama desencadeia operação no noroeste e flagra 50 madeireiras ‘fantasmas’.

Uma modalidade de crime ambiental recém-descoberta no noroeste de Mato Grosso resultou na autuação de 50 empresas madeireiras em Juína, sendo que 20 delas foram embargadas pelo Ibama e estão proibidas de funcionar. As multas aplicadas contra os estabelecimentos somam R$ 7 milhões. A ação faz parte da Operação Guardiões do Noroeste, que descobriu empresas fantasmas e será estendida para todo o Estado, segundo o superintendente do Ibama em Mato Grosso, Pedro Bignelli.

As investigações duraram um mês e Juína foi a primeira cidade que recebeu a força-tarefa, formada por equipes do Ibama e da Polícia Federal que integram a operação Arco de Fogo. A ação continua em andamento nas cidades de Juara, Brasnorte e Aripuanã.

Pela primeira vez os trabalhos investigativos foram focados nas empresas que apenas comercializam madeira. Como não realizam o beneficiamento da matéria-prima, ficam livres da fiscalização, em tese. Aproveitando-se da prerrogativa, algumas empresas passaram a fraudar o Sisflora, sistema da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) que regula o transporte e comércio de toras.

“As madeireiras esquentavam madeira fria inserindo no Sisflora dados fraudulentos. Usavam CNPJ até de padaria, bicicletaria, como as vendedoras da matéria-prima para a madeireira fraudadora como destino final, para justificar a origem das toras ilegais que vendiam. Como essas empresas não eram fiscalizadas, o crime nunca havia sido detectado”, explicou Bignelli. Sete mil metros cúbicos de madeira foram movimentados virtualmente no esquema, que pode gerar prisões.

Entre as informações falsas que os fraudadores inseriram no sistema ambiental constam placas de motocicletas e de carros de passeio, como um Fiat 147, como veículos que teriam transportado grandes volumes de toras adquiridas pelas empresas. Outro ponto suspeito foi o transporte de toras por percursos extensos, como por exemplo, mil quilômetros, em um prazo de apenas 30 minutos, o que seria impossível.

“Alguns carregamentos teriam sido levados de Juína para Novo Progresso, no Pará. É mínima a probabilidade desse itinerário ser verdadeiro. Já na vistoria in loco, algumas micro-empresas, que teriam vendido muita madeira virtualmente, não tinham nada do produto no pátio, o que é uma incoerência”, falou o superintendente.

Além do crime ambiental, de esquentar madeira com origem desconhecida, as supostas micro-empresas, que realizaram transações vultosas, são acusadas de sonegação fiscal. “Fiscalizaremos todas as empresas do Estado registradas na Junta Comercial como vendedoras de madeira. São 349, o que é um número subestimado, a meu ver”. O Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e o Ibama reuniram-se com a Sema para que as fragilidades do Sisflora sejam corrigidas.

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