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11/08/2009 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nahas é alvo de três novos inquéritos

Por: Fausto Macedo


A Polícia Federal abriu três novos inquéritos contra o investidor Naji Nahas. O ponto de partida da apuração é um relatório de 113 páginas da PF que aponta suposta ligação de Nahas com o banqueiro Daniel Dantas, alvo maior da Operação Satiagraha. A PF suspeita que Nahas, "mediante fraudes", teria envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, crimes falimentares e ocultação e dissimulação de valores provenientes de delitos financeiros por meio da disseminação de capitais.

Os três inquéritos tratam de ocorrências diversas. 1) Caso Telecom Itália - apura pagamentos no exterior recebidos por Nahas por serviços prestados à Telecom Itália, "bem como eventual envolvimento criminoso de agentes políticos em favor dos interesses do grupo em torno da mudança do controle acionário da Brasil Telecom". 2) Caso refinaria do Ceará - apura o envolvimento de Nahas na constituição de uma refinaria de petróleo mediante "a utilização de offshore e sociedade de fachada". 3) Caso Gilbert Chagoury - "investigação sobre o relacionamento entre Nahas e Gilbert Chagoury, acusado pela Suíça do desvio de US$ 600 milhões dos cofres da Nigéria, durante o governo do general Sani Abacha (1993-1998). "Suspeita-se que Nahas possa estar envolvido na lavagem desse dinheiro ilícito."

O relatório, subscrito pela delegada Erika Mialik Marena, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF em São Paulo, indica movimentos de Nahas em busca de informações privilegiadas na Petrobrás e na Vale, segunda maior produtora de minério do mundo. A PF não lança suspeitas sobre dirigentes das duas empresas, mas relata os passos do investidor com base em cartas e e-mails apreendidos na residência e no escritório dele.

"Foram localizadas correspondências de Nahas e de seus empregados em que são mencionados investimentos futuros da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobrás, no Brasil e no exterior", assinala o relatório, à página 45. "Nahas estava intermediando negócios de tais empresas com grupos estrangeiros. Há intensa troca de e-mails com funcionários da Vale, por exemplo, José C. Martins, Pedro José Rodrigues, Leonardo Harris."

VAGÕES

Segundo a PF, foi localizado documento de 31 de janeiro de 2006, em nome de Toufik Rifka, genro de Nahas, "no qual aquele encaminha um acordo de confidencialidade à Vale relativo a informações que receberia sobre o Az. Zabirah Aluminium Project". À página 46, o relatório noticia diálogo de 27 de setembro de 2007, monitorado pela PF, em que Nahas conversa com empresário sobre concorrência para compra de 13 mil vagões.

"Quanto à Petrobrás foram localizadas cópias de correspondências oficiais da empresa, assinadas pelo então presidente Francisco Gros, dirigidas a empresas estrangeiras e relacionadas a negócios em andamento", destaca Erika Mialik. "Consta cópia de carta enviada a Nahas, em 22 de setembro de 2000, por Toufik Rifka, em que este narra suposta intermediação que Nahas teria feito para a Petrobrás em negócios que esta teria na Nigéria."

O capítulo 132 informa sobre apreensão no escritório de Nahas de "documento mais recente, de 26 de abril de 2008, uma carta da Sunray Energy LLP a José Sérgio Gabrielli de Azevedo, na qualidade de presidente da Petrobrás, sobre investimentos do interesse desta".

As informações foram retiradas do disco rígido apreendido no escritório de Nahas. A PF encontrou carta de 29 de novembro de 2001, destinada a Nahas, com cópia para Andrea Calabi (ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES). A carta informa sobre reunião com representantes do governo do Ceará para assinatura de um novo protocolo relacionado à construção da refinaria.

A delegada anota que "não foi possível" identificar benefício que Nahas poderia ter obtido com informações privilegiadas. "Consigna-se que o indiciado deu a entender que efetivamente detinha informações relevantes e delas fez uso ao orientar determinados investimentos, conforme conversas captadas nos monitoramentos."

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