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10/08/2009 - Jornal Umuarama Ilustrado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Um terço dos furtos de carros é golpe

Por: Cleverson E. Zanquetti

Registros policiais demonstram que pelo menos três, em cada dez denúncias de furto de automóveis em Umuarama, consistem em tentativa de golpe do seguro.

Necessidade, carência moral, malandragem ou simplesmente a velha mania de querer levar vantagem sobre tudo? As explicações podem ser diversas, agora, as consequências de um hábito incutido na epiderme verde-amarela, representam um imensurável custo social – representado pelo ‘incorrigível jeitinho brasileiro’ – e culmina em responsabilidades criminais que podem chegar até 5 anos de reclusão.
Em Umuarama, um levantamento realizado pelos policiais da 7ª Subdivisão Policial (SDP), aponta queda nos índices de furto de veículos enquanto acena com um ligeiro aumento em crimes de estelionato – classificação judicial dada ao manjado ‘golpe do seguro’.
Os dados demonstram que no final de 2008 a 7ª SDP registrou 28 furtos de veículos – principalmente de carros. Entretanto, as investigações que seguiram as reclamações das vítimas apontaram que 25% dos casos consistiam em falsos anúncios, na tentativa do proprietário dos carros em resgatar o dinheiro do seguro.
No primeiro semestre de 2009 os furtos diminuíram, mas as tentativas de golpe aumentaram quase 8% em relação ao final do ano anterior. Dos 22 carros furtados 10 eram segurados, três ou 30% deles foram, segundo os investigadores, golpes e em outros dois casos – mais recentes -, há fortes indícios de esquema. Se confirmado o dolo nos últimos registros a média de estelionato por denúncia de furto de carro segurado salta para 50%.
Representantes do setor afirmam que a ‘malícia’ encarece ainda mais o preço do seguro e garantem que, na maioria dos casos, o estelionato é comprovado pelos policiais.
O chefe do Grupo de Diligências Especiais (GDE), Milton Carlos Cinque, afirma que uma investigação séria é praticamente infalível. “Existem técnicas de investigações capazes de nos dar parâmetros para sabermos se a vítima fala a verdade”.
Cinque destaca que os policiais vão até o local onde ocorreu o suposto furto, falam com pessoas conhecidas das pseudo-vítimas, além de juntarem o quebra-cabeça técnico-científico de cada evento.
“Antes de concluirmos o trabalho conversamos com mecânicos e até com engenheiros de segurança de montadoras de automóveis. Algumas vezes descobrimos que há modelos de veículos em que o furto é quase improvável”.
O policial recorda em uma ocasião a denúncia de furto ocorreu dias após o carro da vítima ter sido filmado pelo sistema de segurança existente na fronteira com o Paraguai, para aonde a maioria dos veículos é levado.
Em outra reclamação o furto teria ocorrido em um condomínio de classe média-alta, com sistema de TV e guardas. “Em sua maioria os furtos são registrados em regiões com bastante movimento. No caso de Umuarama, quase a totalidade deles– com incidência de golpe ou não -, ocorreu entre as avenidas Paraná, Maringá e a rua Ministro Oliveira Salazar”.O chefe do GDE ratifica que o golpe é identificável e consiste em crime de estelionato. Se o golpista faz o Boletim de Ocorrência (B.O.) e, mesmo assim, não dá entrada no seguro configura-se estelionato na forma tentada (pena branda). Agora, quando há a solicitação do ressarcimento efetiva-se o crime passível de reclusão de um a cinco anos.

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