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07/08/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso 'cérebro' de quadrilha que vendia 'carro fantasma'

Por: Márcio Leijoto


O designer gráfico Michael Alves Macedo, 29 anos, foi preso em Goiânia (GO) suspeito de ser o "cérebro" de uma quadrilha que vendia "carros fantasmas" pela internet. O grupo teria feito pelo menos 100 vítimas em 11 Estados nos últimos dois anos e faturado cerca de R$ 400 mil no golpe. Seis suspeitos de serem cúmplices de Macedo, inclusive os dois supostos líderes do bando, foram presos no final de julho pela Polícia Civil do Pará, onde eles agiam.

Segundo as investigações, a quadrilha publicava em sites da internet e em jornais de grande circulação anúncios oferecendo veículos que não existiam por preços bem abaixo aos de mercado. Macedo seria responsável por falsificar documentos para que o veículo oferecido pareça real. Ele chegava a enviar por sedex ao comprador documentos de contrato de compra do carro, com registro em cartório, segundo a polícia.

"Tudo falsificado. A vítima depositava o dinheiro em uma conta fantasma e só depois percebia o golpe", disse o delegado Deusny Aparecido Silva Filho, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), que prendeu o designer.

As investigações que levaram à prisão da quadrilha começaram em abril e foi feita pela Polícia Civil do Pará, onde é a base do grupo. O caso ganhou repercursão nacional depois que foi divulgado um áudio onde uma das vítimas liga para um dos integrantes do bando e é debochada.

"O que houve, meu negão, é que você foi picado rapaz. Isso aqui é máfia. Perdeu seu dinheiro. Não existe nada. Não existe loja, não existe carro, não existe compra, não existe nada. A única coisa que existiu foi o seu vacilo. Você tem de ficar com raiva de você mesmo", disse um dos golpistas, conforme a gravação.

O delegado explicou que as vítimas eram seduzidas pelos preços bem abaixo do mercado e toda a negociação era feita pela internet ou telefone. O valor da entrada variava sempre entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Caso a vítima não se convencesse logo de ínicio a efetuar o depósito, caberia ao designer falsificar os documentos necessários para enganar o comprador. Ele também teria criado uma página falsa de uma empresa fantasma que servia de fachada para os negócios.

Apesar de o designer ter sido preso em Goiânia, não há registro de nenhuma vítima em Goiás. A maioria era de Belém (PA), onde se concentraram as investigações.

Macedo - que foi preso em 2001 por falsidade ideológica - disse ao delegado que conhecia os outros presos, mas negou envolvimento com o golpe. Admitiu, entretanto, que é capaz de falsificar qualquer documento. Na casa dele foram encontrados vários diplomas e históricos escolares, de instituições de ensino superior de Minas Gerais e São Paulo. Ele será encaminhado ainda hoje para Belém.

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