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07/08/2009 - Planeta News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empréstimos fraudulentos somam R$ 238,7 mil

Municipais tinham nomes usados por funcionária de terceirizada do HSBC.

Esta semana veio à tona na cidade um fantástico método de fraude que pode ter lesado os cofres do HSBC Bamerindus, agência de Olímpia, em mais de R$ 238,7 mil. Este montante é o que foi conhecido até agora, com a descoberta, pela gerência, do ato praticado, segundo informações, por uma funcionária de empresa terceirizada que fazia empréstimos consignados a funcionários públicos municipais em convênio com a agência local, de nome Cláudia, que possivelmente contou também com a ajuda de um ex-gerente do banco.

Os casos vieram à tona quando os funcionários começaram a receber cobranças e até avisos de que seus nomes estavam no Serasa. Com alguns, a funcionária teria conseguido fechar “acordos indenizatórios”, mas a gerência da agência acredita que, para pagar estes acordos, a funcionária fazia outros empréstimos, assim criando uma verdadeira ciranda financeira com o dinheiro do banco. Consta que não só municipais, porque há um caso, pelo menos, de uma aposentada do INSS que teve seu nome usado.

Esta semana, a polícia civil de Olímpia recebeu mais de uma dezena de funcionários que foram elaborar boletins de ocorrência, após terem recebido a cobrança do próprio gerente da agência, João Magro. Ele disse que está tentando solucionar o problema da melhor maneira possível, e pediu prazo de dois meses aos funcionários para tanto. Na delegacia, o delegado João Brocanelo Neto disse que irá aguardar o prazo pedido e, caso não haja solução, tomará as medidas cabíveis junto à matriz do Banco, em Maringá.

Já a agência propriamente dita, foi procurada pela reportagem do Planeta via telefone, na quarta-feira, e por meio da assessoria de imprensa recebeu um comunicado oficial, bastante lacônico e pouco animador. Por meio da jornalista Renata Binotto, o texto encaminhado foi o seguinte: “O HSBC, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que está apurando as supostas irregularidades nas operações de crédito consignado envolvendo a agência de Olímpia para que, posteriormente, sejam adotadas as medidas cabíveis.”

Segundo informações há expectativas de que ainda esta semana e na semana que vem, mais casos deverão surgir, e mais BO´s deverão ser elaborados. O detalhe a ressaltar é que em nenhum destes empréstimos surgiu qualquer indício de que haveria a participação de algum funcionário da prefeitura. As assinaturas na papelada, geralmente eram falsas. No Departamento de Pessoal, segundo informações, o caso pegou também os funcionários de surpresa.

Abaixo, o relato dos funcionários que prestaram queixa à polícia esta semana: A aposentada A.A.F, de 62 anos, foi à Delpol na terça feira, 4, e declarou em ocorrência de averiguação de estelionato, que é aposentada junto a agência do INSS, e que recebe HSBC. Ao tentar sacar os valores de seu benefício neste mês, não conseguiu, e foi solicitar a troca do seu cartão. No caixa, foi comunicada sobre um empréstimo cuja primeira parcela estava sendo descontada neste mês. Ela estranhou, pois não havia solicitado nenhum empréstimo. Em seu nome, havia sido realizado um empréstimo no valor de R$ 3,2 mil, mas em 60 parcelas mensais de R$ 107,21, o que dá R$ 6.432,60.

OUTROS CASOS

No dia 3, vários funcionários públicos foram à Delpol registrar BO de averiguação de estelionato. E.M.S., 51 anos, moradora na Cohab 1, disse que fez um empréstimo com uma funcionária do HSBC de nome Cláudia no valor de R$ 1,5 mil, em outubro de 2008, sendo divididos em 72 parcelas iguais de R$ 42. O valor do empréstimo recebeu das mãos de Cláudia. Ela informou que desde de dezembro do ano passado vem recebendo ligações da assessoria de cobrança do HSBC de São Paulo, cobrando uma divida de R$ 576, a ser paga em 72 vezes, ou seja, R$ 41.47 mil.

R.P.M.L, 36 anos, moradora no Jardim Cisoto, disse ter recebido cobrança de um empréstimo, cujo valor corresponde a 72 parcelas de R$ 451,39, ou seja, R$ 32,5 mil, empréstimo que ela não fez. I.C.P., 44 anos, moradora também no Jardim Cisoto, disse ter ficado sabendo por meio do gerente do HSBC, João Magro, que ela tinha dois empréstimos no banco, sendo um de R$ 4.750 e outro de R$ 5.800, parcelados em várias vezes. I. disse que tem um financiamento feito, mas no valor de R$ 4 mil, parcelados em 36 vezes, que vem sendo descontado religiosamente em folha. Os dois citados pelo gerente ela desconhece.

L.A.L.N., 40 anos, moradora na Cohab IV, disse que recebeu várias ligações de cobrança da cidade de Curitiba. Afirmou na policia que em maio de 2007 fez um empréstimo de R$ 4.300, em 15 parcelas de R$ 358,29, e no ano passado fez outro no valor de R$ 4 mil, em 24 vezes. E no mês passado recebeu uma carta do Serasa cobrando uma dívida de mais dois empréstimos, um no valor R$ 12,1 mil, em 72 vezes, e o outro de R$ 10,36 mil, também em 72 vezes.

J.C.A.N.B., 42 anos, moradora também no Jardim Cisoto, declarou que fez um empréstimo de R$ 2,54 mil, parcelados em 24 vezes, e depois recebeu uma ligação de Curitiba, cobrando o valor de R$ 32 mil. E ainda pediu o cancelamento de dois outros empréstimos, um no valor de R$ 11.798, e o outro no valor de R$ 4.120. Havia também um a autorização de uma TED para o Banco Itaú em favor de uma pessoa de nome Aparecido Alves da Silva, mais a devolução de um cheque no valor de R$ 1.715 sem fundos. O empréstimo que de fato havia feito, já foi quitado.

B.A.C., 57 anos, morador no Jardim Boa Esperança, disse que fez um empréstimo no valor de R$ 1.400, em 36 vezes de R$ 68,66. A gora ficou sabendo e ficou surpreso com mais dois empréstimos em seu nome, sendo um no valor de R$ 2 mil e outro no valor de R$ 2,1 mil para serem pagos em 60 parcelas de R$ 68,61 e R$ 71,18, respectivamente.

No dia 4 de agosto, à tarde, mais BOs foram feitos. C.C.N., 36 anos, moradora no Jardim Toledo, e M.R.C., 52 anos, morador no Jardim Miessa relataram seus casos. C. declarou que o gerente do HSBC lhe comunicou do inadimplemento de três parcelas de um empréstimo feito em 72 vezes, no valor de R$ 259 cada, Mas ela declarou que não o fez, mas que desde maio vem recebendo ligações de cobrança em seu telefone. C. informou que o gerente pediu que ela fizesse uma declaração informando o desconhecimento do referido empréstimo, e que ao solicitar a cópia do contrato, este lhe foi negado pelo gerente João Magro.

Já M.R.C. disse que em setembro de 2008, a funcionário do HSBC, de nome Cláudia, foi até o local de seu trabalho, e ofereceu um empréstimo, bem como a seus colegas. M. resolveu fazer o empréstimo de R$ 1,5 mil, sendo que Cláudia levou a quantia em dezembro em seu local de trabalho, e disse que posteriormente levaria o contrato para que assinasse. Até o momento não recebeu o contrato e nem uma das parcelas foram descontadas em seus holerites. Mas, no mês passado o gerente do banco entrou em contato e pediu que ele fosse ao banco, a fim de regularizar a sua situação. O gerente apresentou uma dívida de R$ 8.380. M. fez uma declaração de que não havia efetuado o empréstimo cobrado pelo gerente.

OUTROS NA QUARTA

C.S.G., moradora no CDHU III, e R.A.A., 36 anos, moradora no Jardim Paulista, disseram que, a primeira, que a funcionária Claudia do HSBC, foi a seu local de trabalho, oferecendo empréstimo em folha, para pagamento em duas parcelas. Ela fez dois empréstimos, um no valor R$ 400 e outro de R$ 600. Mas, as parcelas nunca foram descontadas, contudo passou a receber cartinha de cobrança do banco, informando sobre o débito de empréstimo no valor de R$ 17 mil, que ela disse desconhecer o empréstimo. O gerente lhe disse que R$ 8 mil “já estavam quitados”. Ela autorizou o banco a descontar o valor de R$ 1 mil, que afirmou ter feito.

A segunda contou a mesma estória da funcionária que a procurou no local de trabalho oferecendo empréstimo. Ela fez um, no valor de R$ 1 mil, cujo valor foi entregue pela própria funcionária. Depois disso recebeu uma cartinha de cobrança de um empréstimo não pago no valor de R$ 19 mil. Segundo o BO, ficou constatado pelo gerente que o valor era de R$ 8,7 mil, e já estava “devidamente quitado”.

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