Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

05/08/2009 - Jornal A Voz da Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PM prende suspeito de estelionato

Angolano usava nome de Cristo Jesus para dar golpe na região

RESENDE. O delegado titular da 89ª Delegacia de Polícia, Marcus Henrique de Oliveira Alves, está pedindo aos comerciantes de toda a região que possam reconhecer o angolano suspeito de estelionato, Carlos Domingas da Silva Miguel, 32 anos, que compareçam à delegacia. Usando o nome falso de Cristo Jesus, o homem, que diz residir na Vila do João, no Complexo da Maré, no Rio, foi preso em flagrante pelos policiais militares Sidney Teixeira e Vander Terra, do 37º Batalhão, com dois registros de identidade falsos com sua foto.
Segundo a PM, um dos documentos estava em nome de Abel Cristo de Jesus, nascido em Belo Horizonte (MG) e outro com nome de Eduardo Cristo de Jesus, com naturalidade de Salvador (BA). Além disso, vários cheques em branco da agência do Banco do Brasil, localizada no bairro Manejo, três cartões de crédito da mesma bandeira, uma declaração de uma universidade do Rio, assinada pelo reitor da unidade informando que o acusado estudava administração de empresas e R$ 500 em dinheiro foram apreendidos.
A prisão do suspeito de estelionato aconteceu na tarde de segunda-feira, quando Carlos Domingas, que tem visto permanente no Brasil, estava no interior de uma loja de roupas no bairro Campos Elíseos, principal centro comercial da cidade, tentando fazer compras.
Os policiais militares contaram na delegacia que estavam fazendo patrulhamento na Avenida Albino de Almeida, quando foi abordado por uma funcionária de uma loja de roupas que informou que o angolano estaria tentando fazer compras. “Ela contou que uma funcionária de outra loja de roupas em Campos Elíseos passou em frente ao estabelecimento comercial e reconheceu o acusado como sendo o mesmo homem que teria aplicado um golpe na semana passada em seu local de trabalho”, conta Vander.
O delegado Marcus Henrique autuou o angolano por uso de documentos falsos e estelionato. “O acusado foi autuado em flagrante por esses crimes, já que várias vítimas dele o reconheceram como sendo o homem que comprou em seus estabelecimentos comerciais”, diz o delegado, acrescentando que embora o angolano não tenha nenhuma passagem na polícia, durante o flagrante mais duas pessoas compareceram à delegacia o acusando de ter aplicado golpe no comércio da cidade.
Segundo o delegado, o angolano teria estado em Resende quinta-feira passada e feito compra em lojas de roupas com os documentos falsos. Na segunda-feira retornou à cidade com a intenção de fazer compras com os documentos que foram encontrados em seu poder.
O delegado comenta ainda que além das funcionárias das lojas de roupas um dos gerentes do Banco do Brasil compareceu à delegacia e levou uma cópia da identidade em nome de Abel Cristo de Jesus e com a foto do angolano, além do comprovante de endereço do acusado. “O gerente contou que o acusado teria usado os documentos para abrir uma conta corrente na agência no mês passado”, conta Alves.

Acusado admite golpes
Em depoimento na delegacia, Carlos Domingas, que tem uma companheira e dois filhos, contou que veio para Resende passar cheques adulterados, depois que abriu uma conta no Banco do Brasil, no bairro Manejo. Para abrir a conta o suspeito usou uma identidade falsa e uma declaração também falsa de uma universidade.
Carlos Domingas, que tem visto permanente no Brasil por estar casado com uma brasileira, disse ainda que veio para a cidade após conhecer uma mulher pela Internet. “Ela me contou sobre Resende e resolvi vir até aqui. Peguei um ônibus até Volta Redonda e depois vim para cá”, esclareceu o angolano que disse que nem sequer se encontrou com a mulher.
Sobre a documentação falsa encontrada em seu poder, o suspeito ao ser questionado disse ter comprado no Centro do Rio. “Comprei as carteiras e o documento da universidade de um homem na Rua Uruguaiana. Lá também consegui modificar os cheques, colocando que seria cliente desde 2000. Para fazer todo o serviço paguei R$ 350”, contou.
O angolano disse ainda que embora receba dinheiro de seu pai, que mora em Angola e é médico, teria aplicado os golpes por estar desempregado. “Há sete meses estou sem emprego e desesperado; vim para cá para aplicar os golpes. Todas as roupas que comprei foram para mim e para minha família”, revelou o suspeito.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 449 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal