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04/08/2009 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aposentada é vítima de fraude com o empréstimo consignado

Por: Jully Camilo

Filho da vítima resolveu denunciar o golpe para evitar que outras pessoas sejam lesadas.

A aposentada Iolete Coelho Lopes, 75 anos, foi vítima do golpe do empréstimo consignado, que usa o crédito com desconto na folha de pagamento. A fraude ocorreu há cerca de um mês, mas somente após o desconto da primeira de 60 parcelas, que giram em torno de pouco mais de R$ 100, foi que o advogado e filho da vítima Hélio Coelho Lopes descobriu o golpe. Segundo Hélio, a quadrilha ou o estelionatário usou documentos falsos com o nome da aposentada, e realizou todo o trâmite por meio de um correspondente do banco Bonsucesso no município de Carutapera, onde também abriram uma conta-corrente no banco Bradesco para o depósito e retirada do dinheiro.

De acordo com o advogado Hélio Lopes, ele é quem administra a aposentadoria da mãe, que recebe um salário mínimo por mês. E ao receber o contracheque de Iolete se deparou com o desconto da prestação do empréstimo que a mãe não contraiu. “Fiquei surpreso e estarrecido com o fato, pois minha mãe não tem mais idade para fazer nada sozinha; sou seu filho único, por isso, eu é quem resolvo tudo para ela. O que mais me indigna é a facilidade que o estelionatário tem de burlar todas as instituições necessárias para conceder o crédito. Acredito que não há uma busca de dados, informações e até fotos que mostrem a verdadeira identidade da vítima”, disse ele.

A aposentada Iolete Coelho é natural de Viana, alfabetizada e tem o registro dos pais na carteira de identidade. A mulher que aparece no documento falsificado é natural de Bacabal, só possui mãe e não é alfabetizada. O empréstimo consignado em folha foi no valor de R$ 2.800, em 60 meses. “Acredito que essas fraudes são praticadas por pessoas que têm acesso aos dados do segurado, pois de posse destas informações fica mais fácil para as quadrilhas falsificarem documentos, forjar procurações com a assinatura dos beneficiários do INSS e conseguir realizar empréstimos juntos aos bancos em nome das vítimas”, declarou.

Facilidade – Segundo Hélio Lopes, contrair um empréstimo ilegal é bem mais fácil que cancelá-lo, mesmo após a descoberta da fraude. Pois, de acordo com o advogado, foi necessário perder um dia de trabalho por conta da lentidão e ineficácia no atendimento do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para comunicar o fato ao órgão e pedir o bloqueio da conta para futuros empréstimos. “Os funcionários do INSS trabalham ‘freados’ e mal-humorados, para tudo é necessário senha e o problema que poderia ser resolvido apenas em um balcão de atendimento, acaba sendo divido entre três ou quatro. Procurei também o Bradesco e descobri que uma conta-corrente em nome da minha mãe foi aberta em Carutapera, uma vez que a conta benefício não pode ser utilizada para depósito e saque de outras quantias que não sejam a aposentadoria”, afirmou.

Após o conhecimento do fato, o Bradesco do município teria enviado por fax uma cópia dos documentos usados no golpe. Também foi usada uma conta de luz falsificada com o nome da vítima. “Minha mãe reside comigo e minha residência fica situada no centro de São Luís, onde a conta de luz é no meu nome. No entanto, na conta apresentada ao banco e aos outros órgãos pelos bandidos, diz que a mesma estaria em nome de minha mãe, com o endereço de Carutapera. De posse dos documentos fui ao banco Bonsucesso e conversei com a gerente que prontamente passou o caso à sua assessoria jurídica e me garantiu que após a confirmação da fraude, o empréstimo seria cancelado e os valores pagos ressarcidos”, relatou.

Para evitar situações como essas, o Procon passou a orientar os aposentados a não fornecer seus dados por telefone. E, se quiserem fazer empréstimo, que se dirijam a uma agência para fazer um contrato bancário, assinado, especificando, por exemplo, taxas e juros.

Como proceder se for lesado – O advogado Ruy Pires explicou que, o aposentado que se julgar vítima de fraude deve primeiro registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia. Em seguida, o BO deve ser encaminhado à agência da Previdência Social na qual o segurado está cadastrado. Depois, deve notificar a instituição financeira que concedeu o empréstimo, relatando que o cliente é vítima de fraude e intimar o banco a ressarcir em 48 horas os valores descontados indevidamente.

Outra providência é solicitar o cancelamento imediato da conta bancária aberta ilegalmente no nome do pensionista para que ele recebesse o empréstimo consignado. “Se a instituição financeira não quiser fazer o ressarcimento, a vítima poderá procurar o Juizado Especial Cível. E, se por conta de descontos irregulares a vítima considerar que passou por situação vexatória ou teve prejuízo em algum negócio, poderá ainda entrar com pedido de reparação de danos materiais e morais”, orientou Ruy Pires.

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