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04/01/2007 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cartão de débito agora vem com circuito e bateria


Na busca por maior segurança nas transações bancárias , a administradora de cartões Visa e o Bradesco começam a testar este mês o primeiro powered card, ou cartão "energizado", uma tecnologia inédita no mundo. O cartão de débito tradicional passa a ter um circuito eletrônico interno e, alimentado por uma bateria, vai exigir uma senha no momento da transação, que aparecerá em um visor na frente do cartão.

Quando o usuário fizer uma transação no caixa eletrônico, por telefone ou pela internet, deverá apertar um pequeno botão no verso do plástico. Esse toque vai abrir uma janela para uma senha de seis números, sincronizada com o computador central do banco, que aparecerá no visor e deverá ser fornecida pelo usuário, após a senha convencional. "Essa tecnologia vai permitir maior segurança ao banco e ao usuário contra captura de dados, clonagem e outras fraudes", explica Laércio Cezar, vice-presidente-executivo do Bradesco. Segundo dados da Febraban, as perdas dos bancos com fraudes em 2005 foram da ordem de R$ 300 milhões.

O Bradesco não revela o prejuízo anual com esse tipo de fraude, mas vem investindo pesado em novas tecnologias: foram R$ 1,5 bilhão em 2005, 8% disso destinado para garantir segurança nas transações. Nos próximos três meses, o powered car será testado por um grupo de 100 funcionários do Bradesco e depois estará disponível para os clientes do segmento de alta renda do banco, o Bradesco Prime. Segundo Cezar, a tecnologia desses cartões aperfeiçoa o Token, um dispositivo semelhante a um chaveiro, já no mercado, que também gera uma senha momentânea quando o cliente faz uma transação. Atualmente já existem 326 mil Tokens em operação, para clientes corporativos.

Desde o ano passado estão em operação os cartões de débito com chip, que armazenam as informações da conta corrente do cliente. De um universo de 36 milhões de cartões de débito emitidos pelo Bradesco, 3 milhões já vem com chip. "Para este ano, a meta é chegar a 10 milhões de cartões com chip." Apesar da tecnologia embutida, o novo cartão terá a mesma espessura de um convencional, de 1,2 milímetros, e a bateria terá uma vida útil de três anos. Também custará mais caro: em torno de R$ 20, ante R$ 2,70 do cartão com chip.

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