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02/08/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeitas de burlas já tinham enganado lojas de decoração

Por: Antonio Soares

Autoridades investigam caso que comerciantesdenunciaram ao JN em Setembro do ano passado.

As duas mulheres detidas anteontem, sábado, pela PJ, por supostamente terem enganado milhares de pessoas com falsos empregos, estão a ser investigadas por burlas em série com artigos de decoração, também no Porto.

O caso foi noticiado pelo JN em Setembro de 2008, quando começaram a surgir as primeiras queixas contra uma "engenheira", de Mogadouro, e uma mulher que a acompanhava. Vários comerciantes da área da decoração, do Porto e de Gaia, dizem ter sido burlados pelas mulheres.

Setembro é também o mês apontado pela Polícia Judiciária (PJ) para o início de actividade da firma "Moredo Prestige", na Rua de Santa Catarina, no Porto, através da qual milhares de pessoas terão sido enganadas com a promessa de colocação em empregos no estrangeiro, sobretudo em Angola. À frente da "Moredo" estaria a mesma "engenheira", que passou a ser "empresária" e a mesma amiga, agora "solicitadora" e "mandatária com poderes de representação da firma", que fechou em Março último, depois de protestos dos lesados à porta.

A mudança de ramo, apurou o JN, coincidirá com a forma de actuação das suspeitas. Logo que um esquema era descoberto e as pessoas começavam a queixar-se, as mulheres mudavam de "negócio" e de local. Outras situações semelhantes estão a ser investigadas, envolvendo as mesmas suspeitas que, recorde-se, foram detidas pela PJ e libertadas por um juiz de instrução criminal, mediante proposta do Ministério Público, sujeitas apenas a apresentações periódicas e sem terem sido sequer obrigadas ao pagamento de qualquer caução.

A história que enganou vários comerciantes de artigos de decoração nem era muito convincente. Mas uma lojista lesada contou ao JN, na ocasião, que "a engenheira era bem falante" e "metia as pessoas no coração". A mulher começava por dizer que tinha uma fortuna num banco suíço, mas problemas burocráticos atrasavam uma transferência de 150 mil euros.

Ora acontecia que a "engenheira" queria fazer, com urgência, uma grande obra de decoração e não tinha disponível a totalidade do dinheiro necessário. Ainda assim, como prova de boa-fé, adiantava uma quantia em dinheiro. Conquistada a confiança dos comerciantes, passava a pagar em cheques pré-datados compras avultadas.

Apenas uma das vítimas terá sido lesada em 32 mil euros. Obviamente que o dinheiro da Suíça nunca chegava. Os artigos eram revendidos e as mulheres ficavam com o dinheiro.

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