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31/07/2009 - JM News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

EDITORIAL: O velho conto do bilhete


Por que ainda existem pessoas que caem no conto do bilhete premiado. Inocência aliada à ganância, pressão por causa de problemas financeiros, desejo de enriquecimento fácil. Essas são algumas das hipóteses para que um golpe tão antigo continue vingando e deixando muitos em desespero. No entanto, os vigaristas se aproveitam de um detalhe aparentemente oculto da sociedade. A mudança de valores. Hoje, para ser alguém, uma pessoa precisa possuir bens, pouco importando sua índole, seus preceitos morais ou religiosos, sua conduta ou coisa que o valha.

Alguns picaretas e ladrões são, em certos casos, até endeusados, tidos como espertos; filmes são feitos para mostrar como agiam, mostrando o bandido como aquele que tem dilemas e o policial como alguém insensível. O fato é que os filmes não fogem muito da realidade e no caso dos golpes, a "índole" do enganado é muito parecida com a do enganador.

No entanto, os golpistas não se aproveitam apenas de pessoas gananciosas, também agem contra os que têm boa fé, ou funcionários de empresas, vendedores e afins, que, fatalmente vão ter que cobrir os prejuízos do patrão, ou serão despedidos, ou as duas coisas simultaneamente. Não é difícil entender como, a partir de um episódio semelhante, outro golpista esteja sendo gestado.

Arrisca-se dizer que praticamente toda a população deste país é de boa-fé, mesmo porque até os golpistas dificilmente darão aval à conduta da maior parte dos políticos que estão no poder. Infelizmente, ainda não inventaram um sistema social que se autodestrua quando algo não vai bem. A regra é que, quanto mais corrupção exista, mais corrupção é gerada.

Para tentar reverter a situação, a única maneira é estar sempre atento, seja na rua, ao ser abordado por um malandro, seja nas eleições, quando muitos deles, recheados de segundas intenções, vão ao seu encontro pedindo votos e prometendo maravilhas.

Recentemente, um funcionário da Câmara deu um golpe violento nos cofres públicos, mais de R$ 2 milhões. Ao que tudo indica, ninguém vai ser responsabilizado, nem mesmo o ladrão confesso.

Como a lei é branda para os golpistas, nos resta não cair no golpe. Cobrar dos políticos, os que ainda não são golpistas também, para que cuidem do dinheiro público de maneira eficiente e denunciem as falcatruas existentes no poder. Quando isso começar a acontecer em maior escala, os crimes praticados pelos malandros de rua vão parecer brincadeira de criança.

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