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31/07/2009 - Infonet Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Civil detalhe Operação João de Barro

Acusados utilizaram cerca de 30 empresas fantasmas e laranjas para emitir notas falsas que beneficiaram mais de 270 construtoras.

O Departamento Especializado em Crimes contra Ordem Triburária e Administração Pública (Deotap) reuniu a imprensa na manhã desta sexta-feira, 31, na Academia de Polícia Civil (Acadepol) para detalhar a operação João de Barro, responsável pela prisão de três contadores e um empresário na manhã de quinta-feira, 30. O objetivo da operação foi desarticular um esquema fraudulento de fornecimento de notas fiscais falsas para diversas construtoras do Estado de Sergipe. De acordo com a equipe responsável pela investigação, o rombo nos cofres públicos é estimado em R$ 50 milhões, mas pode ser maior.

Foram presos na operação Charles Jefferson Carvalho, Alan Fábio Carvalho, Valdson dos Santos Junior e Carlos Albérico Cordeiro Chagas. Este último, apontado pela delegada Daniele Garcia como o líder da quadrilha. “Após a análise de cerca de 6000 notas fiscais pelos auditores da Secretaria da Fazenda e de conversas com pessoas envolvidas, chegamos aos nomes desses quatro acusados”, disse a delegada. Eles serão indiciados por formação de quadrilha, falsificação de documentos, dentre outros crimes.

Segundo a delegada, os acusados utilizaram mais de 30 empresas fantasmas e laranjas para emitir as notas fiscais. No Siqueira Campos e Cirurgia, por exemplo, os policiais encontraram casas velhas nos endereços respectivos a algumas dessas empresas.

O esquema permitia simulação de transações com construtoras, que assim sonegavam impostos relativos ao ICMS. Cerca de 270 empresas/construtoras teriam sido beneficiadas com a emissão das notas frias. A delegada afirma, no entanto, que o primeiro passo foi prender os responsáveis por fomentar o esquema. “Os contadores é quem realizavam todo o esquema. Foi necessário chegar até eles primeiramente para estancarmos a sangria e entendermos como tudo funcionava”, afirma Daniele Garcia.

De acordo com o superintenente da Polícia Civil, João Batista, a investigação continua. Ele acredita que novos nomes podem ser incluídos ao inquérito. “A perícia nos computadores apreendidos ainda não foi finalizada. Nosso objetivo no momento é aprofundar a investigação que pode nos levar a outros nomes e a um desvio ainda maior. Esse dinheiro poderia estar sendo revertido à sociedade, na construção de escolas e hospitais, por exemplo”, declara João Batista.

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