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20/12/2006 - Portal Divirta-se Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ciladas na recolocação

Por: Vanessa Jacinto


Promessas de encaminhamento rápido a emprego e bons salários têm levado parcela considerável de desempregados a caírem nas armadilhas de empresas de recolocação profissional. Instituições de defesa do consumidor e especialistas em recursos humanos acreditam que, embora não seja possível quantificar o número de empresas inidôneas, elas estão proliferando, assim como proliferam as reclamações de pessoas que foram lesadas ao contratar serviços de encaminhamento a emprego.

Abalados psicologicamente com a falta de oportunidades no mercado, quem está à procura de emprego, em geral, se torna alvo fácil da picaretagem, como acredita o consultor de carreira Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com. Segundo ele, atraídos pelo desejo de uma ocupação, os candidatos a uma vaga assinam contratos abusivos, que acarretam uma série de prejuízos morais e materiais.

Portanto, todo cuidado é pouco. Maria Inês Dolci, coordenadora jurídica da Pró-Teste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, uma ONG voltada para os direitos do consumidor, explica que são tantas as reclamações nessa área que a entidade resolveu fazer o alerta, procurando conscientizar os profissionais que estão à procura de emprego na hora de buscar auxílio de uma empresa de recolocação.

A pessoa é lesada por assinar um contrato de prestação de serviços nem sempre adequado à sua necessidade profissional e à sua condição financeira. Há empresas que anunciam vagas inexistentes apenas para tentar vender cursos ou pacotes de recolocação. O maior problema, entretanto, está nos contratos, sempre pouco claros e objetivos, especialmente nas cláusulas de rescisão.

Uma das arbitrariedades mais comuns cometidas pelas empresas, segundo ela, é a cobrança de taxas extras para a realização de exames psicológicos visando ao preenchimento de vagas. A maioria cobra antecipadamente pelo encaminhamento de currículos e estipula o pagamento de altas porcentagens dos primeiros salários dos candidatos. “Muitos gastam o que não têm e descobrem, depois, que assinaram um contrato de assessoria que não garante colocação alguma”, diz.

Para se livrar dessas armadilhas, Maria Inês recomenda que, antes de contratar um serviço, o profissional recorra a seu círculo de amizades, solicitando ajuda e distribuindo currículo. Ela lembra que as chances de recolocação por networking, em algumas situações, são bastante eficientes. Ao optar por uma empresa é preciso pesquisar bem, comparar entre várias que oferecem o mesmo tipo de serviço e procurar informações sobre as empresas de recolocação junto aos órgãos de defesa do Ministério Público.

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