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20/12/2006 - Portal Divirta-se Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Canto da sereia no recrutamento

Por: Vanessa Jacinto


A vaga para o emprego se encaixa em seu perfil e a oportunidade de conquistá-la simplesmente bate à sua porta, sem que você tenha feito nenhum esforço. Ou melhor, para ocupar o cargo você deve pagar taxas correspondentes a um suposto salário quando for admitido. Se você está no mercado à procura de uma recolocação e está vivendo situação parecida, cuidado! Pode ser que esteja sendo envolvido nas teias do que os especialistas classificam como a máfia da recolocação profissional.

Não são poucos os que se tornam presas dessa teia. Os sites especializados em recrutamento recebem, por dia, milhares de cadastros de candidatos em busca de recolocação profissional, já que o recrutamento on-line se tornou uma realidade. Quem disponibiliza seu currículo na internet, segundo Maria Inês Dolci, da Pró-Teste, deve ter ainda mais cuidado.

O engenheiro mecânico Heitor José Meireles, de 40 anos, foi uma das vítimas de consultorias ilícitas. Há quatro meses, quando respondeu a um anúncio para uma vaga no cargo de engenheiro de manutenção, acabou recebendo como retorno o contato de uma empresa de recolocação. O porta-voz da empresa disse que, para concorrer à vaga, ele teria que fazer um contrato e pagar uma taxa no valor de R$ 750.

Empolgado com a possibilidade de conseguir uma oportunidade na sua área, depois de quase um ano de desemprego, Heitor não hesitou. Entretanto, não demorou para descobrir que estava sendo enganado. “Eles não fizeram nada daquilo que me prometeram e, pior, toda vez que eu ligava para saber sobre o andamento do processo, recebia apenas evasivas. Jamais me apresentaram uma única oportunidade para que eu encaminhasse o currículo. Tampouco aceitaram me ressarcir o dinheiro que paguei”, desabafa.

Além de não ter conseguido o emprego para o qual se candidatou (e pagou!), o engenheiro lamenta ter perdido tempo. “Já se passaram quatro meses e eles prometeram resolver o meu problema em até três semanas.”

Mas o que fazer quando oportunidades aparentemente tão boas chegam até você? É certo ou errado cobrar do candidato para recolocá-lo? Segundo o consultor de carreiras Marcelo Abrileri, uma empresa de consultoria jamais pode cobrar do profissional por um pacote de serviços de recursos humanos, vinculando o pagamento à garantia de conseguir uma vaga de emprego. “Isso é picaretagem e, para fugir dessa situação, os profissionais devem saber como essas empresas agem, o que vendem, qual a diferença entre as boas e as ruins, o que pode e o que não pode ser feito”, explica.

COBRANÇA

É lícito que consultorias honestas ofereçam seus serviços de forma clara e cobrem, por exemplo, por análise de currículos, dicas para deixá-lo mais atraente às empresas, orientação sobre como se comportar em uma entrevista de emprego, ou ainda, fazem simulação de entrevista com o candidato, informando os erros e acertos e pontos a serem melhorados.

Entretanto, nesses casos não existe a falsa promessa de garantia de emprego. Este é um dos muitos caminhos usados por um profissional, por vontade própria, para aprender a expor suas potencialidades. Afinal, a tática pode auxiliá-lo na busca de uma nova oportunidade no mercado.

“Uma consultoria contratada por uma empresa para fazer a seleção de candidatos não pode cobrar do candidato pela participação nos processos seletivos. Somente a empresa, cliente da consultoria, a contratante do serviço, é quem paga”, alerta.

No entanto, um candidato em busca de orientação pode pagar uma consultoria para aprimorar seu processo de recolocação. Ele paga para melhorar seu currículo e a si mesmo, como profissional, na busca de emprego. “A linha é tênue, e é muito importante distinguir corretamente o certo do errado, de modo que o candidato não entre numa fria nem deixe de ser competitivo", alerta Abrileri.


Saiba mais

Cuidados ao contratar serviços de recolocação

• Nunca deixe de fazer um contrato

• Exija cópia do documento. Ele é sua garantia

• Desconfie das empresas que oferecem muitas facilidades

• Nunca faça contrato apenas por meio de contato telefônico ou site

• Antes de assinar qualquer contrato, verifique nos órgãos de defesa do consumidor se existem reclamações contra a empresa

• Nunca assine contrato por impulso e muito cuidado com as táticas psicológicas usadas para que você assine rapidamente

• Analise muito bem a cláusula de rescisão. Ela deve ser muito clara para evitar que você tenha que repassar à empresa parte do seu salário nos casos em que a colocação for obtida por contatos próprios. Nessa situação, o contrato deve deixar claro que a empresa de recolocação não terá direito percentual previamente acordado sobre os primeiros salários

• Exija a lista de empresas para onde o currículo foi mandado

• Se você mandou currículo para uma vaga e a empresa responsável pela contratação começar a vender cursos, pacotes de recolocação e qualquer outro tipo de negócio que não tenha nada a ver com a vaga, desconfie. Pergunte sobre a vaga e exija por escrito o nome da empresa e do trabalhador que a ocupou.

• Com o anúncio em mãos, mais as informações sobre a vaga e o trabalhador escolhido, procure órgãos de defesa do consumidor ou entre com ação no Juizado Especial Cível para solicitar a indenização material (gasto com transporte, alimentação, tempo ou com qualquer outro produto que tenham lhe vendido), sem prejuízo dos danos morais

• Fique atento ao modo como o currículo ficou estruturado (diagramação, estética, gramática) e, principalmente, à inclusão de novas informações que podem alterar positivamente seu conteúdo.

• Cuidado com empresas que massificam o envio de currículo, o que pode prejudicar sua imagem profissional

• Se no contrato constar a promessa de apostilas com orientações para entrevista, exija-as dentro do prazo estipulado. O conteúdo material deve corresponder aos objetivos da recolocação

• Solicite da empresa a estatística da proporção entre profissionais recolocados e o número de candidatos na lista de espera.

Fonte: Pró-Teste

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