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28/07/2009 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BES recorre de decisão de tribunal que condenou banco por investimento em fundo de Madoff

Por: Maria João Gago


O Banco Espírito Santo vai recorrer da decisão de um tribunal de Gijón, que decidiu que o banco tinha que devolver a um cliente o investimento de 500 mil euros efectuado num fundo ligado a Bernard Madoff, autor da maior fraude financeira de sempre.

O BES vai recorrer da decisão, uma vez que esta está “mal fundamentada”, disse João Freixa, administrador do banco português.

“Houve uma fraude. O banco não tem condições de verificar se todos os emitentes não estão envolvidos em fraudes”, justificou a mesma fonte em conferência de imprensa para apresentar os resultados do banco.

Freixa acrescentou que o banco não tem conhecimento que existam “mais processos em tribunal” relacionados com o mesmo caso.

Na mesma conferência de imprensa, o presidente do BES adiantou que “o formalismo na subscrição destes títulos foi cumprido” e “estamos convencidos da bondade da nossa decisão”.

Investidor queria “fundos conservadores”

Este caso foi noticiado este fim-de-semana pelo jornal espanhol “La Nueva España”, da região das Astúrias. Segundo a publicação, um empresário de Gijón conseguiu uma decisão favorável de um tribunal desta cidade espanhola, que condenou o BES a pagar 500 mil euros, devido às perdas incorridas num fundo ligado a Madoff.

O juiz Juan Carlos Llavona Calderón condenou o BES a pagar os 500 mil euros e ainda as custas judiciais incorridas pelo investidor.

E empresário tinha firmado um acordo de gestão discricionária e individual de carteiras de investimento como BES, em Janeiro de 2006, com um investimento de mais de 3,3 milhões de euros.

Segundo a notícia do jornal espanhol, o objectivo do empresário passava por investir em “fundos conservadores”. Quando os mercados começaram a descer, o empresário decidiu desinvestir, não tendo contudo resgatado os 500 mil euros que o BES investiu, através do BBVA, no produto estruturado Fairfield Leveraged, que representava 15% da carteira.

Na sentença, o juiz revela que o empresário “em momento algum foi informado de que produto se tratava e que este não correspondia ao perfil de risco solicitado”, uma vez que se tratava de “hedge funds considerados de alto risco”.

E acrescenta que o BES não informou o seu cliente acerca do risco que incorria no investimento efectuado, tratando-se de um produto que não se adaptava ao perfil especificado no contrato (conservador)”.

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