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29/12/2006 - O Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Jobs envolvido em esquema de documentos falsos na Apple


As ações da Apple voltaram a apresentar queda ontem durante o pregão em Nova York depois de o jornal Financial Times publicar que o presidente da empresa, Steve Jobs, recebeu 7,5 milhões de opções de ações sem a necessária aprovação do conselho de administração. Citando pessoas familiarizadas com o assunto, mas sem identificá-las, o jornal informou que investigadores federais buscavam evidências de falsificação de registros contábeis simulando que as opções de ações de Jobs foram aprovadas pelo plenário da diretoria.
Em outubro, a Apple informou que uma investigação interna na empresa não encontrara nenhuma adulteração por qualquer dos atuais executivos da empresa e eximiu Jobs de qualquer transgressão. À época, porém, analistas financeiros e operadores de Wall Street ignoraram o caso, considerando que ele teria pouco impacto enquanto Jobs, o emblemático executivo da Apple, não estivesse envolvido.

Notícias veiculadas na quarta-feira, porém, revelaram novos detalhes da situação. A The Recorder, uma publicação especializada em assuntos legais, detalhou a possível falsificação e também informou que Jobs contratara seus próprios advogados fora da equipe jurídica da empresa para representá-lo nessa investigação.

A notícia colocou as ações da empresa fabricante dos computadores Macintosh e do iPod numa espécie de montanha-russa durante os negócios da quarta-feira, caindo quase 5% para depois voltar a subir, fechando em US$ 81,52 na Nasdaq. Ontem, as ações caíram 0,8%, fechando a US$ 80,87.

Em nota, o analista Ben Reitzes, da UBS Investment Research, qualificou os temores dos investidores de "inflados". Os investidores parecem reagir por se fazer menção a Steve Jobs", disse Reitzes em sua nota. "Acreditamos que isso só pode fazer sentido quando se trata de obter conselhos, dada a sua imensa fortuna pessoal e influência".

O porta-voz da Apple, Steve Dowling, disse que a empresa forneceu para a Comissão de Valores Mobiliários americana os resultados de sua investigação interna sobre as práticas de concessão de opções de ações, mas não fez outros comentários posteriormente.

Apesar de a Apple ter informado em outubro que suas investigações não haviam encontrado nenhuma irregularidade praticada por atuais executivos, a empresa questionou como dois ex-executivos registraram e justificaram as opções de ações. Citando pessoas familiarizadas com a investigação, a revista The Recorder também informou que esses dois ex-executivos eram a conselheira-geral Nancy Heinen e o diretor de operações financeiras Fred Anderson.

Anderson se aposentou em 2004, mas continuou membro da diretoria até renunciar ao cargo em outubro, após a investigação interna. Heinen deixou a Apple por razões não conhecidas, antes que a Apple iniciasse o processo investigatório sobre as opções de ações, em junho.

De acordo com a Apple, a investigação levou a "irregularidades" contábeis entre 1997 e 2002. As opções de ações recebidas por Steve Jobs, porém, teriam sido restituídas à empresa em 2003.

Repercutindo opiniões de outros analistas que disseram não acreditar que a posição de Jobs será afetada pelo escândalo, Gene Munster, analista da Piper Jaffray, disse estar convencido de que Jobs não está envolvido nesses atos de malversação. "A Apple tem problemas com opções de ações, mas não acho que isso tenha importância a menos que Steve Jobs esteja implicado", disse Munster.

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